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As Mulatas de Jesus Cristo - 4 - Canoas 15/06/2001
SUMÁRIO
Lemon Curry?
Cá estou eu, me enchendo de orgulho e de café preto ao constatar que nosso número de assinantes duplicou desde o número 0 do Mulatas de JC!!!!! Sim, sim, sim, caros leitores, como é bom poder contar com a mente curiosa de quem aceitou esse humilde meio de comunicação literária e abusiva ne nossos tempos. Sim, sim, sim! Em tempos de dúvidas e dívidas eis que surge um meio de sair do trivial e reservar um momento para o devaneio diário......(credo)
APROVEITO o momento, inclusive, para informar aos caríssimos assinantes desse zine que agora há uma página para a divulgação do Mulatas:
http://planeta.terra.com.br/arte/mulatas
Sim, sim, sim, para quem pensava que iríamos parar de escrever textos, crônicas, contos e parágrafos que iniciam com “sim, sim, sim”, até pode parecer surpresa. Mas limite-se a surpreender-se, aliás, não tente compreender nada na vida, apenas surpreenda-se...(não me lembro quem me disse isso...)
A página foi feita pelo Roberto “Yellow” Jr., nosso mais novo colunista, ou cronista, ou seja o que for, o importante é ter saúde...
Mudando de assunto, recebi alguns mails me perguntando sobre a veracidade do Grupo de Apoio às Pessoas Verdes, que publiquei aqui no Mulatas número 3. Pensei não falar nada a respeito, pois não achei que merecia tanta repercussão. Mas depois de tantos mails fiquei emocionado, molhei os olhos e vou às explicações:
Bem, meus amigos, a explicação é que não há explicação nenhuma! Eu recebi esse treco há algum tempo e, confesso, fiquei com medo...Me olhei no espelho procurando detalhes mas não tive dúvida: não sou verde. Agora, já dizia o python Terry Jones: “Nunca irrite um árabe...”, e como o cara que assina é um palestino morando em Israel, concluo que sua vida não seria, digamos assim, das mais fáceis, logo, é melhor concordar para não arranjar inimigo.
Outra coisa, não posso deixar passar em branco a morte do Marcelo Fromer. É incrível a fragilidade da nossa mirrada existência nesse planeta de loucos! Já dizia Carl Sagan que a brevidade da vida era, comparada à idade do universo, um piscar de olhos. O Brasil perde um competente guitarrista, um amante do futebol, um apaixonado pela arte culinária, um pai, um irmão e um amigo. É muito estúpido imaginar que a gente pode construir uma história para ser abortada pela incompetência de um porra de um motoboy! Ou o que seja que não respeita a vida dos outros. Tá todo mundo louco!
Obs: E o Bidê ou Balde que passou o maior 171 no Jo essa semana? hahahahahahahahahahahaha
Enquanto isso fico aqui esperando o texto do Yellow...
******************Gustavo e Guga São as Mesma Pessôa....
Ainda bem que o Gustavo Kurten é catarinense! Já pensou
se ele fosse gaúcho? Estaria o tenista número UM do mundo, sem sombra de
dúvida, hoje mesmo, no Veneza, ou no Dado Bier sendo entrevistado por um
Xicão Toffani (espécie de fungo que nasce em saco de rico), desfilando roupinhas
caras e um impecável corte de cabelo lambido por um gel.Ainda bem que o
Guga é catarinense, pois se fosse gaúcho, seria convidado de honra das orgias
do Caburé em Atlântida, seria estampa na camiseta do Rogério Mendelski e
seria cabo eleitoral do Britto ou do Buzato.
Que bom que ele é “Manezinho” da ilha de Sta Catarina, aquele paraíso, onde em se plantando tudo dá pra fumar, onde seus cabelos podem ser compridos, sua barba por fazer e sua voz cantarolar “Vagabundo Confesso”, do Dazaranha e doar muitos oboés por aí! É excelente que um símbolo de nossa pátria lá fora é autêntico, não namora popozudas, não curte Hebe e nem almoça no Birra & Pasta!A realidade de uma sociedade se mede a partir de seus vícios, seus “bugs”, que entram, interferem na nossa vida como pragas, delimitando atitudes e impondo, sutilmente ou não, modos de agir e de pensar.
Sei lá., me empolguei com a vitória do cara no domingo e resolvi escrever, e daí?
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DE SUPETÃO - Roberto Yellow Moschen Jr.
Nada tenho contra Eça de Queiróz, nem tenho conhecimentos literários suficientes para fazer qualquer crítica dita bem fundamentada mas, cara, ele é muuuuuito chato. Tenta ler "A Relíquia". Eu gosto de ler. Leio de tudo, exceto auto-ajuda e exo/esotéricos. Como leitor que gosta de ler, digo que não gosto de ler Eça de Queiróz. Ponto. Como que um professor possa indicar esse tipo de leitura para um aluno de 1º ou 2º graus, isso não me entra na cabeça. Ele é chato e usa um vocabulário que é completamente alienígena hoje em dia. Junto com ele vão metade dos escritores consagrados que devemos ler no colégio, bons ou não. Sei que este assunto não é novo, e que é pauta em todas as publicações que incluem críticas literárias, mas é preocupante que adolescentes tenham que começar suas leituras com algo assim, é pedir para que nunca mais leiam coisa alguma. Exceto, claro, livros de auto-ajuda e exo/esotéricos.
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Fiquei sabendo hoje que estamos nos comunicando com o zine Cardoso Online, e que eles farão uma referência a este zine. É isso aí, zineiros. Unamo-nos! Contra o que, só Deus sabe, mas a gente logo descobre.
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O munda anda muito chato, minha rotina tá chata, eu tô um porre. Acho que vou parar de escrever e encarar a dura realidade: nunca é tarde demais para a gente se reconhecer um chato.
Por isso vou escrever umas coisas chatas sobre situações chatas, no sentido de sem-graça-nenhuma.
COISAS CHATAS
1-Não dá para deixar o açucareiro em cima da pia. É batata, enche de formiga na pia, no açucareiro e em qualquer coisa que esteja por perto. E não importa se se mora em apartamento ou casa, enche igual. Hoje tomei café com formiga, depois comi pão com manteiga e formiga acompanhado de suco com formiga. Meu almoço foi um sopão com formigas e tenho quase certeza que acabo de acender um cigarro sabor formiga. Estava falando no telefone e entrou uma formiga na minha boca. Mastiguei, é claro. Já tô acostumado. Acho que minha urina tem ácido fórmico, minha pele anda estranha e estou vendo coisas que só uma formiga veria.
2- Armário de quarto é um saco. Eu nunca arrumo minhas roupas, elas se amontoam nas prateleiras, caem pelos cabides e preenchem todo espaço disponível ao redor do armário. Meus sapatos ficam revirados, meus oboés fora de ordem e nunca tem uma meia com par a mão. Estive pensando em encher de ganchos as paredes. Encher mesmo, do teto ao chão. Aí basta atirar a roupa dentro do quarto e ela vai ficar pendurada, de um jeito ou de outro.
3- Oi Cristina,
Como vai? Faz tempo que a gente não se fala, tô com saudades, até.
E como vai tua mãe, e teu pai? Recebi uma foto da Saúva, tua amiga lá de Goiás que passou as férias aqui. Putz, que viajem aquela mina... deu pra todo mundo e tua mãe ainda expulsa a coitada por dar em cima do teu pai. Mas não há de ser nada, o importante é ter saúde.
Quando vai ter outra festa? Bah, teu apê é muito dez pra festa, cara. Com piscina e tudo, eu dava festa todo final de semana. Bem, sem meus pais por perto, claro. Da última vez, quando os teus chegaram de surpresa bem no meio, todo mundo já a caminho da nudez total, a Saúva fazendo dupla penetração em cima do sofá da Tok e Stok da tua mãe.... não prestou.
Teu pai é sacaninha, hein? hehehe - Não perdoa uma!
O Boca e o Fiapo já tão melhor, falei com eles essa semana. Eles disseram que nada a ver, que tá tudo limpo. Nem pensaram em dar queixa da tua mãe, não. Foi viajem da Lú. Aquela lá, se não tá dando, tá fazendo bolo. Que vaca essa tua amiga, hein? Valha-me... E te digo mais, claro que foi ela que botou tua foto no mural lá do grêmio. A Joceli (aquela da teta maior que a outra) me disse que viu uma foto tua com ela. Só pode ser, cara.
A Dona Naná, a mãe da empregada da minha mãe, mandou agradecer pelos oboés. Foi a maior festa lá no morro quando chegou aquele caminhão cheio. A gurizada pulava aflita para por as mãos neles. Muito dez.
Ah, fiquei sabendo que rolou uma gonô na tua festa. Já vi 3 me falando que pegaram a graciosa. Não sei quem tava passando, mas qlqr um pode ter pegado, do jeito que foi a coisa.
Viva a camisinha....
Vai ter uma festa meio janta na casa do Jader. Coisa de galera, se quiser, pinta lá. Vai ser bem legal. O Boca e o Fiapo vão, e fizeram questão de te convidar. Sem grilo. Bem, desde que tua mãe não vá... hehehe (brincadeirinha). É pra levar o que for comer e beber. Eu vou levar uma galinha e umas latinhas de ceva. Tô na moita, tá ligada? Mas a verdinha é por conta da casa (verdinha = maconha, viu, anta? não vai fazer fiasco pedindo a cuia que nem na casa do Felipe).
Já que tu tá de fora, vou fazer um resumo de alguns acontecimentos mais importantes nos ultimos dias:
O Boca e o Fiapo passaram no vestibular para matemática computacional. Não, ninguém sabe para que serve isso, nem eles.
A Natália e o Jader passaram para biblioteconomia. Não, ninguém sabe porque eles fizeram isso, principalmente pq os 2 já estão terminando os cursos deles.
Ah, o Jader tá namorando a Joceli (aquela... hehehe)
A Dona Naná tá com HIV. Coitada, nem sabe de que lado veio isso, mas esqueceu um pouco a coisa com os oboés.
A Vitória e o Cleison iam se casar (ninguém sabia), se separaram (ninguém sabia, por consequencia do primeiro desconhecimento), ela tava grávida e abortou (ninguém sabia de nada). Bem, na verdade tudo terminou igual a como começou, então nem sei pq te contei isso.
Tá, é isso aí. Assim que tu voltar pra casa da tua mãe (a Marcela disse que achava q tu ia esse findi mesmo) tu me telefona. Quem sabe a gente marca uma festinha no teu apê? :O)
Falô
Herculano
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“Pessoas Sem Corações” – Cap III
Tânia lambia as unhas para tirar os restos de merengue. Na bolsa sobre a mesa, seu celular tocava feito pâncreas. Um assovio ao longe, mas beeeem ao longe anunciava o que estava por vir. Olhando para o busto de bronze de Madre Tereza, pensava: “Oh, maldição! Maldição, maldição e maldição...”
Clêiver buzinava em frente à janela de Tânia! A bela mulher
largou seu oboé num canto da sala e pôs-se a correr em direção à porta. Porta
marrom de detalhes feito arabescos graves e agudos de dentro pra fora com
brilhos de lábios. E no carro, Clêiver buzinava e buzinava...
Doze horas depois, Tânia desceu a escada, mas Clêiver não estava mais lá. Sobre o lustre da sala, um anúncio de chuva. E o amor de Boi, nosso co-herói, ficava cada vez mais turvo...cego...estranho...oboé....
Um rancor passava pelo seu corpo. Junto com um creme de leite Nestlé estragado. Nas mãos o bilhete tão falado. Da esquina, o jornaleiro assobiava. Da poltrona, o gato olhava...
Continua....
...a propósito, já mencionei que todos os personagens do conto acima doaram seus oboés na semana passada?
Eu ia falar sobre o movimento a favor da volta dos plásticos-bolha, mas não quero mais.
Quero falar sobre doações de oboés!
É! Não se faça de tonto! Eu sei que você tem um oboé dando sopa aí na sua casa que pertenceu ao seu avô, ou ao sei pai, ou você mesmo tocou no colégio! Sabe quantas crianças carentes nesse país não têm oboés???? Milhares, milhões!!!!! E a sociedade faz que não tem nada a ver com isso, ou que sempre terá alguém na esquinta prontinho pra doar um oboé pra uma entidade carente.
Pois saiba que agora existe uma instituição, uma Sociedade Doadora de Oboés às Crianças Carentes, a SDOCC do Brasil!
Ao longo dessa edição do Mulatas estaremos informando e LEMBRANDO a você a importância da doação de oboés para a construção moral de um país em desenvolvimento.
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########################BUGS DA SOCIEDADE#############################
Breve prefácio: O que são “Bugs da Sociedade”?
R: São programações inconscientes que nos são introjectadas ao longo da vida e que muitas vezes não nos damos conta, exatamente porque TODO MUNDO traz consigo. A partir desse número mostrarei cada bug, sua definição, causa, efeito e como aniquilá-los.
É IFAÍÍÍÍÍÍÍÍÍ....
Bug um: “O Pieguismo”
Apresento a vocês o pieguismo.
O ícone do politicamente correto. Um dos principais ingredientes daquilo
que chamo de “bug da sociedade”.
Quer agradar à
“grande família”, ser o genro ideal, o filhinho-exemplo, o queridinho
das vovós?
Seja piegas!
Incrível como
toda aquisição intelectual, crescimento cultural, vivência, ou formação
sobre a natureza humana, se torna uma mera mosquinha insignificante ante
a uma exibição gratuita e instantânea de pieguismo.
Mas como se exibe
o pieguismo?
De maneira fácil:
por quantas vezes você já passou pela constrangedora situação de, mesmo
em família, algum desenvolvimento interessante de seu cérebro ser abruptamente,
covardemente interrompido e com suas atenções roubadas por algum primo que,
tendo passado um final de semana com o grupo jovem de igreja em um retiro,
se tornava o alvo das atenções de toda a casa? Ou em quantos natais já sentiu
vontade de vomitar por ter que agüentar as crianças, recém alfabetizadas,
filhas do dono da casa, ou netas, lendo trechos da Bíblia em voz alta, ao
melhor, e mais excitante, estilo jogral, para o deleite dos tias-velhas
e para desespero seu?
E o mundo se curva
a isso. É impressionante! E lá fica você; parado, sozinho, desesperado para
discutir o que anda girando o nosso mundo, alguma novidade social, ou, ou...ou
um filme que viu. Sim, vamos exemplificar: um filme...digamos....um filme
nacional, que você gostou de ver.
Você!
Pois os “inimigos”
fizeram cara de nojo e disseram que gostam é de histórias de amor, ou filme
de ação com “aquele gato do Brúci Uílis”. Você tenta, em um
último, desesperado –cuidando para não ser antipático – e insuficiente
suspiro, explicar que a quebra de regras, ou barreiras culturais, compreende
sair do convencional, do papai-e-mamãe e do Brúci Uílis. Inútil. O cinema
nacional é artigo de quinta categoria. Mas a história lacrimejante do seu
primo carola centralizou os holofotes da casa. Você ainda quer prosseguir,
mas suas tentativas param, definitivamente, ao deparar-se com aquela sua
parente que, até então você considerava interessante, dizendo que não gosta
de ir ao cinema para pensar.
O mundo caiu.
Caiu mais um degrau.
E o pieguismo
é apenas o detalhe fundamental da desgraça toda, pois a gratuidade das lágrimas
é impressionante. Há uns dias eu ouvia no rádio uma entrevista com um rapazote
gaúcho, que acabara de fazer uma volta no país inteiro com um dodge para
tentar se encontrar com Deus. Estava ouvindo, até achei legal a idéia do
guri, nada de mais. Mas daí começaram a chegar telefonemas de mulheres -
normalmente mães - que choravam ao telefone elogiando o guri. Parei o que
eu fazia enquanto ouvia a entrevista e comecei a me preocupar: o que será
que está de errado comigo? Será que eu não consigo ser tão sentimental?
Ou será que são as pessoas, em sua maioria, que são bestas demais?
Recolhi-me, pensativo.
Dois segundos depois, comecei a me apavorar com aquilo que é o responsável
pela própria falência da humanidade, pelo estancamento das nossas idéias.
E não é a falta de sentimentalismo, e sim, a grande capacidade que as pessoas
têm de se deixarem levar pelo teor piegas proposital – tenho certeza
de que o são – provindo de pessoas que não têm a mínima capacidade
de agradar pelo conteúdo e sim pelo apelo. Transformam quem seria motivo
de pena e dó em mártir, como o Frei Damião, por exemplo, que no final de
sua vida transitava de igreja em igreja, em todo Brasil, naquilo que eu
considerei, nada mais nada menos, que uma idealização atual do circo dos
horrores, pois o pobre velho estava torto, não andava, sequer falava. Mas
e daí? As velhinhas adoravam molhar seus olhos ao ver aquele “santo”.
Foi vítima de sua própria bandeira.
O pieguismo ganha
votos. Não meus, nem seus, mas dos analfabetos, e, de repente, até dos muito
bem letrados. O pieguismo enche igrejas, beatifica, canoniza, consegue dinheiro,
e não dá nada; alguém já lhe ofereceu alguma coisa que você realmente queria,
em nome de Deus?
Chorar fragiliza.
Desprotege. Faz com que as pessoas gostem de algo, sem saber porquê.
Doe seu oboé e faça uma criança feliz.....
___________________________________________________________________________________________________________Poemas Bons Para Foder....
===O Atílio===
Ó, atílio
Que envolve meu joelho
Que me mancha de vermelho
Impede meu martírio
Expresso meus “poréns”
De maneira dedicada
Com água boricada
Que comprei nos armazéns
Um quilômetro de distância
Três, quatro...pulei em ti
Como um sapo num coati
Como brincadeira de infância
Impropérios ouvirei
Devaneios, vulvas, cobre
Da seiva nova que me cobre
Tá, parei....
====Isaura=====
Olha a Isaura e sua aura
A aura de Isaura dispaura
Paura di te
Cocô melecado
Mulher-fubá
Merengue grelhado
Amor machucado
Cara de tatu-bola
Não me chama de lóki
Operou a joanete
Comeu o cotonete
E fala palavrão que nem puta
====Um Poema que é Dois===
A vi ontem na casa da Vi
Vi que a Vi não tinha me visto
Virei-me para a Vi
E me esqueci do resto do texto
Mas ela tinha um oboé para doar
**********Oboé***
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(nota do editor: Abaixo segue uma verdadeira pérola dos nossos dia, do poeta Fake 28 - pseudônimo do gênio - um sopro de luz que me veio às mãos há uns anos e dei por perdido, "Meu Edredon Fashion"! Achei e não pude deixar de publicar. Entrei em contato com o Fake 28 e me autorizou a editar aqui no Mulatas. Creio que esse será um impacto ducagálho!!!! Pois bem, com vocês...)
Meu Edredon
Fashion (por Fake 28)
Quero falar
do ser urbano...mundano
Das ruas do meu inconsciente
Quero calar meu oceano...furor peniano
Que me agride antes de ser inocente
Eu quero ser meu próprio engano...monstro pubiano
Que me persegue penitentemente
Eu quero sentir o calor humano
Longe de ser lesbiano
Eu quero ser diferente
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