AS MULATAS DE JESUS CRISTO - 30
 AS MULATAS DE JESUS CRISTO
 Publicação via e-mail semanal

As Mulatas de Jesus Cristo - 36 - Canoas - 08/03/2002

Sumário

EDITORIAL Fábio Luis Emerim
CASULO 14 - O PORTAL DAS AVERIGUAÇÕES NOTURNAS Fábio Luis Emerim
A INFIDELIDADE DE FABRIZIO (III PARTE) Fábio Luis Emerim
ANIMÚNCULOS VORAZES Borvaz Sarsa
DE SUPETÃO Roberto Yellow Moschen Jr
OS TREZE AZARES DA VIDA Willes Hüber (extraído da internet)
VERSOS SOLTOS Fábio e seus alter egos
E SE O ROBIN FOSSE CÉTICO? Fábio Luis Emerim
FINAIS DE PIADAS Fábio Luis Emerim
***

EDITORIAL

Get the cool...get the cool shoe shine...
Muito engraçado. No Mulatas anterior fiz o favor de dar minha opinião simpática sobre o esoterismo e seus cristais e fui criticado por algumas pessoas. O mais engraçado é que a maioria dessas críticas, ao invés de irem direto ao assunto e discordarem do meu ponto de vista, eram verdadeiros compêndios de como escrever uma argumentação ad hominem!
Explico:
Segundo o kit de detecção de falácias de Carl Sagan em seu livro "O Mundo Assombrado Pelos Demônios", no capítulo "A Arte Refinada de Detectar Mentiras", ad hominen é um artifício usado em um debate ou discussão onde ataca-se o argumentador, e não o argumento.
Eu achei até engraçado, tem gente que realmente deve usar cuecas com duendes estampados...
Tava ouvindo o programa Polêmica, na Rádio Gaúcha Am, onde se discutia se realmente no RS as pessoas eram mais cultas que o resto do País. Eu, sinceramente, odeio esse tipo de assunto, pois eu já acho que nós, gaúchos, somos arrogantes, e isso é extremamente chato. Será que ninguém se ligou que o gaúcho tem realmente maior hábito para leitura e teatro do que as pessoas dos outro estados somente por causa do clima mais frio? O nosso inverno rigoroso cria um ambiente muito mais apropriado para que se inicie a leitura de um livro, ou pra que o cara vá na Casa de Cultura (exemplos), algum museu, teatro, etc, porque são hábitos que surgem mais facilmente aqui do que em um lugar onde é verão 365 dias por anos e as pessoas têm mais o que fazer a ficarem trancadas tomando chocolate quente lendo qualquer coisa.
Por isso que sempre tem um demente que resolve escrever um e-zine, por exemplo...
.........
Outra coisa, por que não mostram na TV a cara do menor que matou o Celso Daniel? Só porque tem 16 anos e "o pobrezinho não sabe o que faz"? Você, leitor, quando tinha 16 anos era um completo retardado e não sabia o que era certo e errado ou já sabia até o que queria da vida? Ou você realmente acredita que o guri pode ser reabilitado? Pra cima de mim essa não cola.
...
Quem disse que os mortos não se comunicam pela TV? Acabei de ver o Collares falando!
Críticas, sugestões, textos, antrax: mulatas@terra.com.br
CAMPANHA POR UM PROGRAMA PRA CIDA!
Pô!!!!! Vocês devem se lembrar da Cida, aquela mulher que era o corinho-faz-tudo da Ofélia, na cozinha Maravilhosa de Ofélia! Pois não é que colocaram a pobre da Cida para ser auxiliar das receitas no programa da Olga Bongiovani?
Vamos dar um BASTA a essa exploração!!!!!
Vamos mover uma campanha aqui no Mulatas para que a Cida tenha um programa pra ela!!!!!!!!!
CIDA, CIDA, CIDA, CIDA!!!!!!!!!!!!!
Façam passeatas, abaixo-assinados, mandem mails pra BAND. Encham essa gente de osso. Pois a Cida merece um programa próprio!!!!!!!!!
Cida, Cida, Cida...
***

Casulo 14 - O Portal das Averiguações Noturnas
Fábio Luis Emerim

Meu Diário de Uma Ostra 08/01/02

(antes que você me pergunte se mexo com papéis)

Sim, eu mexo com papéis...
Rosa Norte
Amanheceu meio com nuvens, mas depois fez sol, esse astro potente e perfeito (que frase mais gay) apareceu pleno.
Tem gente que quando vê uma praia dez diz: "Olha, mas Deus existe mesmo!", já eu não faço essa associação, percebo na hora como a deriva dos continentes faz realmente sentido, e aqui no Rosa, com tanta natureza cercando a gente, tenho cada vez mais certeza de que Darwin estava e ainda está certo.
Rosa Sul
Acho que meu relacionamento com a minha enxaqueca ainda vira um romance. E se for espero, ao menos, ganhar dinheiro, pois já tá na hora da dor de cabeça me dar algum proveito nessa vida. Aliás, tenho que comprar mais comprimidos. Já falei que agora tem uma Aspirina com cafeína que é pra enxaqueca?
Yes, drugs, man...
Volta e meia passa a surfistaiada por aqui. To começando a ficar mais tolerante, afinal, não há como viver em um formigueiro e sempre odiar as formigas. Eles ouvem muito reggae, mas aqui até é suportável, mas eu prefiro ficar escrevendo com os Beatles no som.
Yes, rock'n'roll, man...
A Marlise tá vendo TV deitada na sala. Devaneio pós-rango, sabe cumé. Eu tava há pouco na rede. Estamos numa de perder uns quilinhos, coisa de quem só come peixe na praia. E tem que ser filé e sem espinha. Peixe não é pesado e a gente se sente mais disposto. E qualquer coisa corremos pro quarto, pra sala, pra cozinha e rola uma descontração.
Yes, sex, man...
.........
Um Pouco de Cinema Necessário
Fábio Luis Emerim
Sou fã da Laura Fraser desde que vi o Left Luggage ( no Brasil recebeu o terrível título de "Garota em Conflito"), um filme que retrata a vida de uma jovem judia que começa a trabalhar como babá de uma família de hassídicos na Antuérpia. Parece estranho, mas o filme é muito bom e a guria é excelente atriz, além de muito bonita. Ainda não saiu em DVD no Brasil, mas às vezes dá na NET, onde já vi 3 vezes.
Agora, uma que é feia mas muito boa atriz é a Heather Matarazzo. Sabe quem é ela? É a feiosa que acusa o professor no início do terrível "Advogado do Diabo", mas brilhou no maravilhoso "Bem-Vindo à Casa de Bonecas", do diretor Todd Solonz. É a história de uma baranguinha que é muito mal-tratada pelos colegas na escola.
Não é bobo não! É muito bom! É uma visão irônica de uma juventude má! Uma cena impagável é quando ela é coagida por uma colega no banheiro das meninas a admitir que tinha ido lá cagar!
CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA...
***

A Infidelidade de Fabrizio parte III
Fábio Luis Emerim

Zuleica olhou para as algemas e, calmamente e sem encarar o detetive, perguntou: "O que você está fazendo, Bolívar?", era a primeira vez que dizia seu nome tão docemente. "Brincadeirinha, queria apenas te mostrar as novas algemas que eu comprei.", respondeu no que libertava as mãos macias de Zuleica, que olha para o detetive com fogo nos olhos, dirige-se à porta e sai sem fecha-la.
"Eu sou um merda mesmo", constata em silêncio nosso detetive-herói.
14h46, batem à porta. "Entra", grita Bolívar lá do banheiro. Estava fazendo a barba, pois o escritório ficava na sala do apartamento onde morava.
"Entra!", diz de novo e mais alto. Irritado e com a espuma na cara, Bolívar vai atender quando percebe um papelzinho no chão. Pega-o. Antes de lê-lo abre a porta. Ninguém. Pegou os óculos na mesa e leu o pequeno recado:
"Encontre-me às 17 horas no C.D.E.F. Rua Lucas Alencar 345 / 32.
C.S.D."
Eram siglas demais. O do lugar e o autor do bilhete. Quem seria C.S.D? E que diabos era C.D.E.F.? Voltou ao banheiro e terminou de fazer a barba. Naquele instante seus devaneios são interrompidos pelo telefone.
"Alô?"
"Alô, Bolivar?"
Era Zuleica.
"Olá, Dona Zuleica, o que aconteceu?", perguntou grave.
"Quando cheguei em casa havia um recado na minha secretária e gostaria que viesse aqui ver."
"Ok, estou indo aí."
45 minutos depois, Bolívar estava na sala de estar de Zuleica.
"Bem, onde está a gravação da secretária?", indagou o curioso detetive.
"Alícia!", gritou Zuleica.
Apareceu na sala Alícia, a secretária de Zuleica, com o corpo todo riscado á caneta.
"O que significa isso?", perguntou Bolívar assustado, "Ela está com mensagens escritas no corpo?"
"tatuadas.", completa Zuleica apavorada.
Meu deus, quando a senhora me disse pensei que era uma mensagem deixada na secretária eletrônica, não na sua secretária de fato!", diz o detive com as mãos na cabeça.
"O pior", diz Zuleica acendendo um cigarro e oferecendo outro para Bolívar,"é que está em hieróglifos!"A única parte com algarismos ocidentais é assinatura: C.S.D.!"
Bolívar dá um pulo:
"Hey!!! É o mesmo autor da minha mensagem!!!!"
Zuleica não entende nada.
Bolívar pega a lupa e começa a percorrer o corpo de uma envergonhada Alícia que arregala os olhos para sua patroa. Zuleica não o repreende e com a mão pede para que sua secretária acalme-se e colabore.
"Vou ter que pedir para tirar a roupa", pede Bolívar delicadamente.
"Ti-ti-tirar a minha roupa?", pergunta Alícia olhando para a Zuleica, que coça a orelha, dá uma tragada e diz: "Ok, Alícia, ele é amigo!"
"Pode ser amigo seu, mas pra mim é um desconhecido!", diz a secretária se afastando das mãos de Bolívar.
"Alícia, por favor colabore, isso pode ser importante!"
Alícia não responde, apenas arregala mais os olhos.
Bolívar ataca: "Ok, você tem todo o direito de não deixar que eu me aproxime do seu corpo, mas como você deixou que se aproximassem do seu para tatuar praticamente um livro em hieróglifos sem que você acordasse?"
Nisso, Zuleica tira de cima da mesa um pano e um vidro de éter. "Isso explica tudo!"?
"Onde você estava durante o ocorrido?", pergunta Bolívar para Zuleica.
"No Clube da Emoção Fazenda!"
"O quê?", pergunta Bolívar gritando!
"Clube da Emoção Fazenda, credo, Bolívar, que estresses!!!!!!, responde uma calma Zuleica.
"CDEF!!!", conclui o detetive em voz alta.
"Esse mesmo, conhece?"
Bolívar retira o bilhete e mostra para Zuleica, que lê roendo as unhas.
"Não vê que é a mesma sigla da assinatura no corpo de Alícia?", questiona nosso herói com um sorriso.
Ante algo que estava se encaixando com o ocorrido com sua secretária, Zuleica olha para Alícia. Bolívar faz o mesmo. Alícia, apavorada só faz um não com a cabeça e sua cara de pavor. Zuleica e Bolívar entreolham-se. O detetive aponta para a mesa e diz: "O éter."
A cena que se seguiu foi ridícula,mas necessária. Nossos heróis conseguiram imobilizar Alícia e pô-la a cheirar o éter.
Depois de examiná-la com cuidado, Bolívar conclui, sensacionalmente, que não sabe nada de hieróglifos.
"Que foi?", indaga encarando Zuleica, "Não sou Jean Champolion, negrinha, nem vem não...", diz acendendo um cigarro.
"Pelo menos você achou a sigla do Clube?", perguntou a anfitriã tomando um copo de água.
"Sim, perto da bunda."
"Mas que linguajar!", reclama Zuleica, "não me admira ser um detetivinho mesmo."
"Detetivinho que vai resolver a morte do Fabrizio. Não se esqueça. Que horas são"?
"15 pras cinco!", respondeu Zuleica.
"PORRA, TE VESTE AGORA E VAMOS AO CLUBE!", grita Bolívar colocando o casaco.
"Por que preciso ir junto?", pergunta a mulher apavorada.
"porque eu não sou sócio, e entrarei com você mais tranquilamente."
"Ok, vamos ao Clube, mas se prepare..."
continua
***

Animúnculos Vorazes - Coluna do Borvaz Sarsa
por Borvaz Sarsa

// InTro: Antes da queda, a sela/cela
Finalmente nos foi possíbilitado um encontro com Borvaz. Embora se recusasse terminantemente a baixar neste que vos fala a entidade pode ser contatada com o auxílio da sempre monumental Esther Bianchini. A mensagem, embora um tanto hermética, e curta foi puro Borvaz:
"Haverá um inteiro entre quatro e cinco? ... Pois que vejo papoulas ao sol e elas dizem-mo."
Seguindo portanto a própria sugestão do autor, passaremos a republicar material de suas primeiras colunas, e esperamos que, um novo olhar sobre estes escritos possa consonar vossas mentes famintas com o ineditismo do que publicar-se-á em um ciclo lunar ou dois. Desejo a todos aliterações oximóricas.
Antônio T. Obuyo.
Hoje, apenas cansado.
// OutRo: Depois... o coice.
Indagação/ Indignação/ Adaga
Porque o sonho
dentro d'u'a noz?

Origem Maculada
Ou, um fantasma entre nós.

Para falar de vida e morte depois da cirurgia cerebral. Para gritar a existência e suas peculiaridades em tempos de cibernética e memética e genética sem enterrar a cabeça na areia do século. Quem mais para pilheriar o hermetismo acadêmico e se admirar com o humano sem incorrer no metafísico. Para não confundir seriedade e sisudez e fazer troça de si mesmo. Estamos em "a Demon Haunted World", como dizia Sagan, então surgiu Borvaz...
Borvaz Sarsa [originalmente publicado no MJC n.13] Há aqueles que dizem que existem cronistas e existe Borvaz. Com seu tino, seu senso de oportunidade único e sua incrível erudição adquirida pela leitura insaciável de Seleções, seu estilo deixou uma marca indelével na literatura brasileira de origem umbandista no início da década de cinqüenta. O trágico passamento de seu mulo em circunstancias pouco esclarecidas silenciou mais essa importante voz por quase duas décadas. O retorno triunfante de Borvaz através de Obuyo foi anunciado em uma sessão realizada em meados da década de oitenta no capítulo manauara da Sociedade de Sebastião.
Presságios de sua chegada foram notificados em três estados e comunicados a casas de todas as assignações cardinais. São especialmente dignos de nota: o nascimento de um bezerro tricorne na Fazenda Bel'Alma de propriedade de Lurdinha Maciel no estado de Goiás, bem como a não menos impressionante chuva de serelepes na localidade de Genuflexão de Ana Eliza à Santa Voragem no interior do Paraná ("Serelepes! Serelepes!" - Teria se pronunciado um dignatário local a respeito do ocorrido).
Um iconoclasta, o psicografado Borvaz teria se pronunciado a respeito de si mesmo: "Prefiro me considerar, não um humano, nem um mais-que-humano, porém, e tão somente, uma sociedade de agentes com um viés de esquerda".
É com o sempre atual, muitas vezes ilegível e, ainda, quase sempre dispensável, Borvaz que vos deixo nesse momento.
A.T.Obuyo, Terapeuta Floral e Mulo Profissional.

Panfletarismo Exacerbado "Apenas luto porque os outros estão muito errados."
Doutrinas velhas e carcomidas. Dogmas passados e popularescos que nunca tiveram qualquer pretensão científica. Toda forma de porcaria intelectual que gere agradáveis sensações auto-congratulatórias se replica em mentes ávidas por reconhecimento fácil. E infestam, ás vezes departamentos inteiros de instituições tidas por respeitáveis, passando então a reassegurar suas burrices coletivas em lamentáveis espetáculos de puxa-saquismo acadêmico.
Enquanto se locupletam em seus maniqueísmos herméticos, as perguntas relevantes sequer são mencionadas. Ditas a tais criaturas provavelmente nem ao menos seriam compreendidas. Querem da ciência moderna lustro do respeito, e, eventualmente, o ornamento da linguagem, mas não as demandas.
Eventualmente, cegos pela crença falsa em suas próprias capacidadades, diária e capachisticamente reassegurada em rituais de auto-ajuda, tais pessoas se expõem ao ridículo. Borvaz comparece e dá o testemunho.

Shannon, Shazam, Shalom [originalmente publicado no MJC n.12]
Suavam-me as palmas, suavam-me os pés, suava enfim nauseabundamente em bicas. Engolia o ar em amplas golfadas depois de uma corrida de três quadras até o salão da reitoria. No anfiteatro lotado cheirava-se pó-de-carpete, naftalina, fluído de AC mal-regulado e algo que deveria ser como o oxigênio ficava depois de passar por meia dúzia de pulmões. Na tribuna/palco a banca dava inicio aos trabalhos, um cartaz amarelamente iluminado informava do que se tratava tudo aquilo: do futuro da ciência.
Piruetando pra trás numa daquelas retrospectivas didáticas: sessenta anos passados, mais ou menos na época em que Billy Batson começava sua epopéia como Capitão Marvel, o mundo inteiro estava a ir para os quintos dos infernos. De repente, devido à guerra, tinha se tornado da mais alta importância olhar para a miríade de sinais embaralhados da comunicação inimiga e extrair dali algum sentido. CDFs foram convocados e reunidos para trabalhar no problema. Claude Shannon aprendeu que algumas propriedades de um sinal são as mesmas seja este químico, elétrico ou literário. Alan Turing descobriu que podia definir uma máquina que era capaz de implementar qualquer (ou quase qualquer) função matemática e Von Neumann, deu o maior apoio, além de criar o principal modelo matemático do fenômeno da reprodução. Todo mundo voltou pra casa mais sabido. As bases da revolução informática estavam lançadas.
Um carrinho de pessoas importantes e centenas de nomes diferentes depois da teoria da informação ter modificado a cara da física, da química, da biologia, das engenharias e de um mundão de outras ciências ela vem bater a nossa porta. As humanas made-in-Brazil (pero filhas bastardas de France) vão atender. Eu corro para presenciar o evento.
***

DE SUPETÃO
Roberto Moschen Jr.

Tô morrendo de dor de cabeça.

Ombudsmando...

Cap. I
De como o Sr. Fábio Emerim fez um julgamento apressado e sem dados da moralidade do menor que matou o prefeito Celso Daniel e eu discordei:
Certo é que vivemos um momento difícil no que concerne a segurança pública. Concordo com aqueles que dizem que não são as leis o problema, mas sim, a certeza da impunidade. Ou seja, as leis existem para serem cumpridas, ora bolas.
Mas, e quanto ao nosso sistema penitenciário? Temos algumas tentativas de aprimorá-lo, como as colônias penais, os sistemas onde cada 3 dias de trabalho reduzem 1 da pena, cursos de profissionalização dentro dos presídios, atividades artísticas, acompanhamento psicológico, enfim, diversas maneiras que se seguem na tentativa de que o apenado, uma vez solto, possa encontrar seu lugar na nossa sociedade com um indivíduo útil e, principalmente, não mais criminoso. Ou seja, acredita-se na reabilitação do criminoso, e seguindo esse princípio, "cumprir seu débito com a sociedade" não significa apenas enfiar a criatura dentro de uma cela, mas recuperá-la. Claro que algumas penas, devido a sua extensão, ou pressupõem que o indivíduo não será reabilitável dentro do seu tempo de vida normal, ou, devido à gravidade do delito, simplesmente não leva isso em consideração. Aliás, nunca ficou muito claro isso para mim, se o Direito quer que o carinha cumpra pena para ser reincorporado à sociedade como finalidade primordial, ou se simplesmente funciona como um jogo por pontos, onde determinadas "jogadas" vão custar tantos anos de encarceramento (o tal "débito para com a sociedade"), e a questão da reabilitação fica em segundo plano, algo a se fazer com o preso, já que ele não tá fazendo nada mesmo.
Talvez seja por isso que não se leva tanto a sério as políticas de reabilitação e, normalmente, simplesmente se joga dentro da cadeia os caras todos amontoados. Não se sabe bem se a reabilitação é função do Estado ou não. Sei lá, é a impressão que me passa.
O que que eu discordei do Fábio? Ele disse que o guri, acho que de 16 anos, que matou o prefeito Celso Daniel, não tem mais reabilitação, e que o fato de ele ter 16 anos não deveria ser motivo para ele ser tratado como são tratados os menores de idade aqui no Brasil nas questões de imputação de responsabilidade penal. Não sei, acho que tinha que existir um critério quanto à idade a partir da qual se pode responder por crimes, e o critério é esse, e está, a meu ver, tão próximo do justo quanto qualquer outro que se possa propor. E quanto a ele não ter reabilitação... bom, ele tem só 16 anos, embora boa parte da sua personalidade já tenha se cristalizado (será?), ele ainda pode encontrar outras ma

neiras de se posicionar diante da sociedade, pode encontrar, dentro dos valores que possui, o respeito à vida, tanto a sua quanto a dos outros. Não sei, não conheço o guri, nunca falei com ele nem vi nenhum laudo psicológico da criatura. Claro que se eu fosse um parente do prefeito assassinado eu não pensaria assim. Talvez quisesse vê-lo numa cadeia para sempre, sem sequer ser julgado. Talvez quisesse vê-lo morto, com a barriga aberta, as tripas expostas enxameadas de moscas varejeiras e pregos enfiados em seus olhos. Mas não sou da família dele, nem o são os que ditaram as leis que dizem que menor de 18 anos vai é pra Febem, não para o presídio. Quem sabe a Febem seja uma instituição fracassada, ok... mas, ainda assim, são as leis que temos, são os critérios que usamos, e seria tudo muito melhor se fossem realmente aplicados e as instituições relacionadas fossem reestruturadas para que, enfim, cumprissem o papel a que foram destinadas.

Cap. II
De como algumas colocações do Sr. Fábio Emerim ultrapassaram o limite da simples discussão intelectual (se podemos nos colocar assim) e invadiram o direito a ter crenças e ser respeitado por isso, e de como eu entendi a questão:
Eu não leio horóscopo, não sigo religião alguma, não vou a cartomantes, duvido da validade do Feng-shui (escrevi certo?) e acredito que cores e pedras são ótimas para efeitos estéticos, mas pára por aí. Passo por debaixo de escadas, não vejo nada de mais no número 13, não faço simpatias, não tenho medo de olho gordo, acho que, quando "premonizo" algo, na verdade é uma série de dicas externas que se cruzaram inconscientemente em minha mente e me deram uma determinada impressão (que pode ser correta, por que não) e, para mim, dèja vu é curto-circuito no cérebro. Acreditem, muitas dessas coisas já fizeram parte da minha vida, mas hoje ela é beeeem mais simples, compreensível e descomplicada. Me preocupo com o que vejo e procuro ter explicações racionais para os acontecimentos, o que torna mais eficientes quaisquer atitudes que eu possa tomar para resolver algum problema.
Isso é o que eu acredito. Essa é a minha verdade dentro do meu direito de ter minha opinião a meu respeito e das coisas que me rodeiam. Eu posso até argumentar o porquê de eu pensar dessa forma, me posicionar, se necessário for, diante de opiniões contrárias dentro de um ambiente civilizado de debate. Não acho que tenho a fórmula definitiva da verdade, apenas me sinto bem pensando assim, e acredito que essa forma de pensar tenha seus méritos práticos. Quais colocações do Fábio que me levaram a falar isso? Ele comentou, no último MJC, que "odiava" horóscopos, exoterismos etc. A princípio poderia passar desapercebido, mas fato é que algumas pessoas sentiram-se pessoalmente atingidas pela colocação, umas reagindo com certa violência verbal, outras, quietamente ofendidas, mantiveram sua indignação anônima. De início, achei bobagem, uma vez que o Mulatas, como veículo democrático das opiniões mais diversas, estava cumprindo seu papel. E mesmo o Fábio, dentro deste clima, estava exercendo seu direito à opinião. Mas, se quisermos levar a sério este veículo de comunicação, temos de levar a sério o que aqui é dito, e as consequências do que for dito. Passei a entender o comentário do Fábio como algo que havia passado do simples debate como um ataque pessoal a determinadas crenças. Foi um ataque baseado na intolerância, a mesma intolerância que a veia ateísta (que não é consenso dentro do MJC) do nosso editor tanto repugna quando encontrada dentro das religiões e dos valores sociais provindos de preconceitos de base religiosa. Não acredito em intolerância muito mais do que não acredito em simpatias. E acredito no respeito aos outros muito mais do que nas ciências. Faço votos para que aqueles que se sentiram pessoalmente atingidos pelo comentário do Fábio (bom, se vocês conhecessem ele bem, veriam que ele é dado a alguns rompantes de opiniões um tanto radicais e não levariam a coisa tão a sério assim, mas ninguém é obrigado a saber disso) continuem a nos prestigiar com a leitura do MJC e com suas eventuais contribuições. Se alguém tiver algo mais a dizer sobre o assunto, está convidado. E se alguém, ainda por cima, quiser inaugurar uma seção de horóscopos aqui dentro, terá seu espaço garantido (mesmo com as síncopes do Fábio).
Au revoir :O)

( nota irritante do editor - o Yellow assiste Márcia.)
(nota indignada do Yellow - o Fábio liga pedindo pra mim assistir!)
***


Os Treze Azares da Vida
Artigo de Willes Hübber, tradução para o português de Borba Coutinho. Ed.Ibercultura. Rio de Janeiro. 1995.

Comentar os sete pecados capitais já é uma tradição de tal forma arraigada que em muitos casos perde-se por completo a noção da origem primeira de tal rol de pecados. Muitos desinformados chegam a atribuir a esta lista um caracter de justificação bíblica. Talvez, em pé de igualdade com os dez mandamentos como justificação de uma conduta moral.
A realidade histórica, e em nada controversa, é outra. Os sete pecados são um conceito popular medieval, com nítidas influências da moral protestante, do ocultismo e da superstição. Sua maior difusão se deu sem dúvida a partir da descrição de Dante Aligheri do Inferno. Dante não foi original nesse aspecto tendo apenas consolidado uma tradição de sua época. É costume na literatura de Estudos em Folclore, atribuir o surgimento a uma região de influência celto-teutã. Mais especificamente, citando Herbert "nas províncias de confluência étnica dos habitantes do quadrilátero formado pelo Alto Volta ao sul, o maciço de Wein a leste e as províncias de Søören e Pequena Caledônia".
Esta tradição perdurou e de tal forma se enraizou na Historiologia do Folclore que passou a ser considerada um dogma por alguns. Seus defensores apresentam as Impressões por Gilbert das Quadras Picarescas, bastante populares no século XVI, além da abundância de referências aos Quatro Diabos da Carne em escritos ainda mais remotos e na tradição oral. Também fato corroborante é a ubiqüidade da figura do Imago, a atormentar os mortais com sua Clave de Culpa, na cultura de trovas tradicional dessa região. A relação do ícone do Imago com seus olhos em chamas e gestos exagerados a lista do pecados é a muito tida como certa e os ecos desta influência se estendem até a Comédia Delarte e seu triângulo de infidelidade primordial.
Foi apenas a partir da década de noventa com o acesso de estudiosos ocidentais a alguns documentos antigos da Alemanha oriental (v. a Biblioteca de Lipszkinth) anteriormente ocultos sob a cortina de ferro. De particular interesse são os manuscritos catalogados simplesmente como DFL018-88 e DFL019-88. Bastante antigos se enquadram na mesma categoria das quadras de trova. Sua confecção simples usando-se materiais baratos e caligrafia descuidada indicam ser o remanescente de uma edição bastante ampla. O grande desgaste e as anotações posteriores ligam esta edição as Quadras Picarescas de Gilbert fornecendo fortes indícios de que estes sejam os documentos das quais elas se originaram.
Segundo o hábito da época de nomear versos e cantigas pela primeira linha os documentos chamam-se simplesmente: "sete faltas cometem os vivos" e "quem já incorreu nos treze azares". E fato bastante curioso em adição aos já conhecidos sete pecados capitais (gula, cobiça, avareza, inveja, soberba, luxúria e ira) surge a descrição dos treze azares "as pedras para o tropeço dos incautos por divina intervenção" (a caconímia, a fealdade, a inquietude, a pobreza, a psitomorfia, a ubiqüidade, a oligotomia, a obtusidade, o literalismo, o despautério, a oximose, a ventosidade e a truculência).
Cada um destes azares seria um obstáculo, uma provação que dificultaria para alguns a tarefa de não incorrer nos sete pecados.
N.do T.: No original de Hübber abusa-se do emprego de nomes compostos e na modernização destas formas onde os originais se encontram em desuso. Optou-se pelo emprego de um equivalente em português sempre que o mesmo existisse e pela formação a partir dos radicais greco-latinos mais adequados nos demais casos.
N.do E.: Por motivos técnicos este texto será dividido em três partes a serem apresentadas consecutivamente no MJC.
01 - A Caconímia;
O azar primeiro, por dotação paterna. Uruá de nascença, do nome que causa riso, da alcunha jocosa ou triste, ou que se presta de imediato a admoestações diversas. O portador desta pecha, arrasta ombros na vida, se bate em brigas pueris e na ira facilmente incorre.
(continua no próximo número...)
***


Versos Soltos
(poemas para serem, estarem, ficarem, parecerem, permanecerem, continuarem, andarem e virarem)

Cuspe...
...onde foi que eu coloquei a imaginação antes frustrada? / pode estar armazenada em um altar, pronta para ser desfigurada / abientalizada em uma sala branca, com pôsteres na parede e flores ao chão / ou pode estar no bolso da calça de um trabalhador que se despede sem uma mão / amputada ilusão / disforme e descontente / sorrindo até cair-lhe um dente / ouvindo até estar ausente / a voz que está em vós /

O Rapto de Yolanda...
...quem diria que algo de importante faria presente numa vida tão humilhante / corações partidos / conflitos / olhos esbugalhados / capítulos intermináveis da saga de uma guerreira / que rima para ser ligeira / que reza pra não ser freira / que sofre com sua frieira / ri de si mesmo por besteira / e que agora se vê sequestrada / eles pensam que ela tem tudo / mas ela sabe que nunca teve nada...
Beleza...
...o que tem de belo o mar, o ar, a lâmpada, o besouro, o touro, a casinha, a mulher puta, a verdade absoluta, os móveis estofados, o forro do teto, o homem-correto, o ser secreto, a mulher-objeto, e os despojos adjetos?

Cara de cu...
...Érico tinha cara de cu / tinha tudo para não ser nada / um dia acordou todo riscado de caneta...

Coisa de louco...
...coisa de louco o que disseste para mim na hora do sono / em que eu queria dormir / não respeitas ninguém, nem a ti mesmo...
***

E se o Robin fosse cético? IV
Fábio Luis Emerim

Batman percebe que Robin caminha de um lado pro outro, com uma cara de brabo:
- Que foi, Robin?
- Que foi? Como "que foi, Robin"? Quem você convidou pra jantar aqui hoje, Batman?, indaga Robin furioso.
- O Superman, ora! Por quê?
- Por quê? Por quê? Batman, aquele cara É UMA FARÇA!
- Mas que isso, Robin? Qual o problema com o Super?, pergunta Batman sentando-se sobre a mesa.
- Batman! Querido amigo! Só você que acredita que aquele charlatão corre mais rápido que uma bala,tem o corpo que nada o machuca e que, ainda por cima, voa, porra!!!!!!
- Mas Robin, você não vê TV?
- Vejo, seu idiota, claro que vejo! E posso te lembrar que foi na TV que vimos o David Copperfield fazer um Boeing sumir!!!!
- ...
- Que vimos ele mesmo atravessar a muralha da China!
- ...
- Que também fez a maldita Estátua da Liberdade desaparecer ao vivo em rede mundial!
- ...
- Você não vai contestar nada, Waine?
- Agora é tarde, já encomendei a lasagna.
Robin dá um suspiro como se dissesse "desisto", larga os ombros, põe a mão na cara, olha para seu parceiro e diz:
- Estou no meu quarto.
Uma hora depois chega o Superman.
À mesa, uma dupla dinâmica formada pelo homem-morcego e um irritado e franzino guri, ouvem atentamente o homem-de-ferro falar sobre suas façanhas. Robin muda de assunto:
- Super, diz aí, você já comeu a Lois, né?
- Perdão?, indaga assustado Superman.
Robin pisca e bate com o cotovelo no Batman:
- Se fazendo, viu aí, Waine? O cara tem de tudo que é chato numa pessoa! É mentiroso, jornalista e não come ninguém.
_ Robin! Francamente!, interrompe Batman batendo a mão na mesa e se levantando.
- Deixa, deixa, Waine, eu entendo o guri! Nessa idade eu também era cético.
- Mas?, indagou Robin.
- Oi?, preguntou Superman.
_ Continue, ora! O que ia dizer? "Eu era cético nessa idade, mas depois eu conheci Jesus e tudo mudou na minha vida...!"?
- Basta!, grita Batman dando um soco na mesa. Respeite nosso convidado, Robin!
- Deixa, deixa, Batman, eu já estou acostumado. Meu pai Jorel dizia que ninguém ia acreditar, e que isso ia acontecer.
Daí Robin não se agüenta e pula na mesa:
- Argumento de autoridade!!!!!!!!!! Argumento de autoridade!!!!!!! Por que você não simplesmente levanta o Waine com o teu mindinho, seu palhaço?? hein? Hein?AAAAAHHHH, QUE COISA IRRITANTE!!!!!
- Você bebeu demais, Robin, seu piá de merda!
- Deixa, deixa, Batman..., contemporiza Superman.
- Deixo nada! Robin! Já pra jaula!, grita Batman tirando o cinto de utilidades.
- OK!!!!, grita Robin - OK!!!!!
O menino-cético sai da mesa e vai para o seu quarto.
Superman, de pé e confuso, não sabe o que fazer.
Batman vira-se para o herói americano e levanta os ombros sem dizer uma palavra.
Superman apenas olha para a geladeira e pergunta:
- Bem...er...tem sobremesa?
- Por que não usa sua visão de raio-x???, grita Robin do corredor.
Batman sai correndo em direção a Robin com o cinto na mão. Superman vai atrás dizendo:
- Deixa, deixa...
***

Vini Bibonis...
Vini Bibonis

Desculpem-me a demora e ausência nas últimas edições do Mulatas... Mas fui tomado por grandes contratempos...
Escrevo agora de um Ciber café, em Chipre. Os últimos meses foram de trabalho bastante pesado em um petroleiro que ao meu ver, era do tempo da segunda guerra. Mas como aí no Brasil se diz : saco vazio não para em pé. Sem falar que eu precisava levantar uma grana antes que aqueles agiotas Italianos resolvessem fazer um ajuste de contas comigo... mas isso é outra história... ando me metendo onde não devia.
Como eu estava a meses socado com homens ( alguns nem tanto) em alto mar, a primeira providência que tomei ao ganhar dispensa do meu emprego foi procurar alguma meretriz da zona portuária que desse gargo da minha situação desesperadora.
agora já mais aliviado, escrevo a vocês falando da meretriz com quem estive a cerca de quinze minutos atraz, seu nome era Zulenca... era polonesa de pele alva e clara.... os dentes ( os que haviam ainda) um tanto podres, o rosto e o corpo marcado por picadas de mosquitos e percevejos... Mas o que me chamou a atenção nela é que ela me lembrou Dorotéia. Dorotéia era uma portuguesa com quem eu vivia quando morava em Portugal....
Pobre dorotéia.

Dorotéia
Dorotéia estava calma na cama
Rosto lívido, sereno
De uma beleza que não se fazia idéia
Dorotéia morrera
Dorotéia tinha apnéia
Vini Bibonis
02/03/2002
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Finais de Piadas Para Quem Não Tem Tempo...
Fábio Luis Emerim

Existe coisa mais irritante do que ler uma piada imensa? Pensando nisso, resolvi escrever somente finais de piadas para que a gente vá direto ao assunto, ora, pra que ler a piada inteira?

... Daí, mesmo com a banda tocando pela décima vez, ele resolveu levar o pires praquele maldito gato!
...Foi quando o Manoel, num lance de esperteza, respondeu para Maria: "Não é o queijo, Maria, são as velas que eu comprei ontem!!!"
...Então o papagaio, muito safado, pegou o telefone e disse: "Ahaaaaaa, sabia que tinha uma mulher dentro do carro!!!"
... Quando a chuva passou, o mais baixinho da fila subiu no muro, olhou pra trás e gritou: PRÓXIMO!
... Daí o corno abriu o armário e deu de cara com o cara de cuecas que disse: "Andar errado..."
... Naquele momento a bixinha pegou o martelo, atravessou a rua e gritou pra velha: "Fui eu! Fui eu!"
CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA, CIDA...
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"Puta que pariu!!!"
(Nós brasileiros, quando soubemos do novo aumento dos combustíveis)
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-Colaboradores dessa edição:
- Vini Bibonis
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