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As Mulatas de Jesus Cristo -
30 - Canoas 14/12/2001
Sumário
EDITORIAL - Fábio Luis
Emerim
CASULO 14 - O PORTAL DAS AVERIGUAÇÕES NOTURNAS - Fábio
Luis Emerim
VERSOS SOLTOS - Fábio e seus alter egos
ODE A INSÔNIA - Vini Bibonis
COLUNA DO BORVAZ SARSA - Borvaz Sarsa
OPA! - Fake 28
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EDITORIAL
As Mulatas de Balzac
A seguir, cenas dos capítulos já vistos...
Estava eu navegando pela rede quando recebo uma mensagem pelo icq de uma
amiga de Vitória me contando que a mãe dela, a jornalista
Maura Fraga lá do ES, tinha sido condenada à prisão
domiciliar (liberdade vigiada) por ter feito matéria divulgando
irregularidades envolvendo um deputado do PTB de lá. O nome do
cara não vem ao caso, mas sim o absurdo da coisa toda, que é
a prisão de uma jornalista que resolvera simplesmente informar.
A essas alturas nem me interesso o que ela divulgou, mas o que aconteceu
após isso! Ora, não vivemos num país onde temos a
tal da liberdade de expressão? Sem contar que a juíza que
julgou o caso já foi advogada do deputado, ou seja, deveria ser
declarada impedida de presidir o julgamento.
Se quiser saber mais a respeito do fato com a jornalista Maura Fraga acesse
http://www.silencionuncamais.cjb.net/ e assine o livro de visitas! Faça
alguma coisa pra que nosso País não vire uma caricatura
de si mesmo!
.........
Soul Parsifal
Essa semana entro de férias. Mais precisamente na sexta. E, como
sempre, na última semana de trabalho eu já to de saco cheio
de fazer a mesma coisa o ano inteiro. Daí vou com a namorada pra
Santa e deixo tudo pra trás. Devo dizer que a novidade desse ano
foi a edição do Mulatas. Sinceramente eu não esperava
chegar ao número 30. Comecei a escrever sem maiores pretensões,
mas deu no que deu. Todos os dias chegam pedidos de assinatura e o pessoal
ta gostando bastante. Daí juntaram à famiglia o Yellow e
o Borvaz, que ficaram definitivos como staff, depois vieram o Fake 28,
aquela bicha louca e engraçada do Ivanor Valente e mais recentemente
o Vini Bibonis. Muito legal. Mulatas virou catalisador de idéias.
Espero que não pare nunca, pois é muito legal a gente escrever
e saber que tem muita gente curtindo as nossas viagens.
Mas nesse janeiro vou deixar as edições de férias
nas mãos ou no Borvaz ou do Yellow, ou dos dois, pois o Yellow
ta sempre com algum problema no computador, argh! Sei lá, o importante
é ter saúde.
"...e non lasciare andare um giorno / per ritrovar te stesso / foglio
di um cielo cosi bello / perchè la vita è adesso."
Cláudio Baglioni
***
Casulo 14 - O Portal das Averiguações
Noturnas
Fábio Luis Emerim
Assim, ó, o Casulo 14
dessa semana ta magrinho, quase nada, porque acabei de voltar de uma apresentação
da minha banda na festa do Malloka (muito obrigado pela presença
de quem foi). Tava legal, a pena foi que a namorada tava dodói
em casa e não pode ir, mas espero que se recupere logo, afinal,
nenhuma festa vale a pena sem ela.
Semana que vem eu escrevo mais!
Câmbio e desligo.
***
Versos Soltos...
(versos para serem lidos fumando um cubano e currando um carcamano)
A Busca...
... à beira da estrada me vejo torto / das alfazemas que foram
trocadas no berço / foi a beira da ilusão perdida / da beira
/ da beira / da beira da vida eu enxergava sua casa / estava parada na
porta / olhava o nada e nada a traria de volta / volta pra casa e vê
as verdades que foram trocadas pelas alfazemas da beira da estrada...
Em direção ao Mar...
...pego estrelas do mar ao longo da costa / de costas para o sol / salvo
o pingüim das rochas e do azedume das crianças cruéis
curiosas destruidoras / caminho até a mais alta pedra e deixo a
onda que bate me molhar / esse negócio de ir pra praia já
ta virando idéia fixa...
Azul...
...a coisa mais inverossímil que existe é a miséria
que persiste / inventa um ódio intenso dentro do peito e uma dor
podre nas têmporas de quem a veste / não tenta ser normal
/ apenas alenta lenta e pestilenta / conecta e reconecta / desconecta
desconexa mas tenta passar adiante / até um dia de chuva calmo
e despretensioso passa a ser bom / refrigerantes e salgadinhos viram banquetes
/ toda música pode ser ouvida livremente / é fácil
ser feliz, as pessoas é que são foda!
Morno e Cru...
...simples o trato / foi o jeito certo / que dentro de um tempo pouco
/ mudou o surdo externo / abafou a novidade lá perto / pousado
ao ombro direito / mal encaminhado e estático / mudança
brusca de idéia / de simetria sem anestesia / melhoria de frases
e a visão das fases / que como um lampião por entre as fezes
/ com a carne faz as pazes / molha o chão com o suor das suas fendas
/ vendas / acenda a luz / ascenda à luz / voe mas não volte
/ morte...
Yolanda se Separa...
...mas tinha casado? / dizem que era de boa família / trabalhava
noite e dia / ganha-pão padrão / italiano de nascença,
brusco por opção / violou a coitada na noite passada / mal
teve tempo de crescer e já queria anoitecer embriagada / tocava-a
com fome e amor / não sabia o que vinha primeiro / uma história
de terror / ria histericamente das roupas / sapatos, botas, tocas / deixava
maluca a quem um dia quis que fosse sua prostituta / tarde demais para
reclamar / nem todos têm sua puta particular....
Dor...
...parto / parto para não voltar / reparto / reparto a parte posta
para parir / possuo / possuo o poste pesado em péssimo passado
/ respiro / respeito a resposta repetida ressoando respectivamente / aceito
/ a seiva / acetata / acirrada pela assimetria da cela / envio / in vitro
/ o invólucro / vasado / em vez de viajem ao passado / abençôo
/ a bem dizer / o bem soar do abençoado e ao bem sou enviado /
parto...
***
Ode a insônia
Oh sentimento pérfido inefável e algoz
Que em minhas entranhas se entranha
De minha mente não solta mais.
Soa como rajadas, trombetas elétricas em minha mente
A soprar os ventos de pensamentos vãos a desferir trovões
de sentimentos.
Toma meu corpo e incendeia-o de angústia alheia.
Meus pés sem descanso batem a ritmada marcha sem nexo dos que não
tem pouso.
A fitar-me diante de um espelho encaro a ígnea teia sobre o mármore
branco de meus olhos.
E ao centro a maldita aranha negra. Inchada. No meu olhar a espreitar.
Meu corpo todo é de um frenesi sem paz.
O esqueleto, cansado, rijo. Não descansa
Tortura! Marteladas em meu cérebro! Este implora por descanso.
Mas das trevas somente os fantasmas de minha alma é que surgem.
Esvoaçam, gritam, brincam, não param!
Ergo as mãos, tento afasta-los. Tudo em vão. Não
há membro que os alcance.
Escorrem as lágrimas que só o desespero sabe formar.
E o tempo não pára, sempre a passar.
A chuva lá fora, longe de ser um descanso, soa-me como verdadeira
tortura
A dizer-me, com a cara deslavada, que jamais irei repousar.
O corpo pede, implora, por um descanso fugaz
E, por dentro, minha alma chora
Sem poder a este pedido atender.
No horizonte, a aurora, branca e vívida, já a nascer.
Eu entre lágrimas a soluçar.
Sento-me e já sem esperanças e por entre o vidro embaçado
Vejo o dia chegar.
E de repente.
Não mais que de repente.
Estou a sonhar.
Vini Bibonis
***
Coluna de Borvaz Sarsa
Sexta Iteração:
Mondrian, Boogie-Woogie
Mondrian para no intento de tomar um ar, o calor do esforço lhe
afogueia as fauces, no gramofone ainda toca o Boogie-Woogie. Veste terno
completo, com colete e paletó. Usa relógio de corrente e
chapéu. Já avançado na meia idade, é um sujeito
distinto e disso faz questão. Seu terno lhe tolhe os movimentos,
não obstante pinta o quadro como está. Completamente vestido,
pronto para sair.
Na tela cores vivas em padrões de retalhos delimitados for fortes
linhas negras que parecem fanstamagoricamente emergir do plano. A tensão
dos padrões geométricos puros, que os olhos não conseguem
ordenar. A ilusão das formas perfeitas apenas quebrada por um exame
de perto que revela a pletora de minúsculas pinceladas. A exatidão,
a verdade.
No estúdio não há mais ninguém. Ao som chiado
do gramofone, unem-se passos de dança.
. . .
No centro do estúdio Mondrian fala de forma calma, como quem pensa.
Expondo cada palavra com calculada condescendência. A mulher que
o escuta, sentada na cama é uma jovem estudante de arte, filha
de alguém importante. Devem sair juntos logo mais. "Desnudo
a essência dessa realidade que dança invisível a nossa
volta. As linhas que formam padrões rítmicos nos impregnando
a retina. Traduzo o mundo verdadeiro das formas que a natureza esconde".
Ele sabe que o mundo real não é o visível, o diretamente
experimentável através dos sentidos. Por trás de
tudo, nos bastidores do sensível existem apenas princípios
matemáticos e relações precisas. Verticais e horizontais
em tensa oposição. O masculino e o feminino, o espiritual
e o concreto. Afirmação e complacência. O desequilíbrio
e a estagnação. Relembra seus dias em Amsterdã, quando
jovem, pintando paisagens. Desclassificado aos vinte e nove anos do Gran
Prix de Rome por incapacidade técnica com as texturas. . O ingresso
na Teosofia, o rápido sucesso, a Die Stijl, os seguidores. Evolução.
E pensa na noite, a agitada noite cercada de admiradores que assiduamente
freqüenta desde que chegou à América do pós-guerra.
Admiradores como a mulher com quem fala, olhos admirados, bocas aquiescendo
irrelevâncias. Pensa no calor dos corpos a se mover ao ritmo da
dança moderna, do Boogie-Woogie. A perfeita representação
do equilíbrio dinâmico das vontades na pista, nos espíritos
buscando freneticamente transcender a moldura dos corpos físicos.
Prenúncio da utopia que virá inexorável. Logo mais,
ele também estará a dançar.
"Você, minha cara, não é apenas uma silhueta".
Sorri internamente, considerando a interpretação mundana
das palavras. Com as mãos, de forma teatral, esboça no ar
os contornos do braço e do tronco da mulher repousando apoiada
sobre a cama. Esboça a configuração triangular com
amplos movimentos diagonais. "Teu braço não é
somente um contorno, um contentor, mas também é o limite
dos espaços onde você não está".
"Esses desvãos, como o nicho que separa teu braço e
teu corpo, as reentrâncias entre teus dedos, o espaço entre
suas pernas..."- por um momento silencia embaraçado em pensamentos.
Logo, empertiga-se e sorri." ...seus não-lugares são
tão irreais quanto o tuas próprias formas".
Discursa de olhos vazios: "Brumas e ilusão, apenas as relações
entre elementos são verdadeiras". Com as mãos no ar
enfatiza no triângulo anteriormente imaginado as direções
da altura e da base formando um L em movimentos tensos. "E nessa
oposição de conjuntos se insinuam as raízes verdadeiras
do real. As origens do ritmo e da ascensão do espírito".
Aponta para um quadro pronto apoiado na parede atrás de si. "Aquele
quadro é minha janela. veja como se destaca do fundo ocre, incerto
e impreciso do mundo visível. Das sombras na parede, dos contornos,
das texturas. Através da pintura revelo o esqueleto próprio
das relações, das tensões dos elementos do real."
Olhando a jovem diretamente conclui: "Essa tarefa de revelar, de
evangelizar as pessoas e que cabe a todos nós, artistas".
Consulta o relógio e avisa "Não protelemos mais, estamos
a ser esperados no clube". E, enquanto toma pelo braço e conduz
a jovem aristocrata embevecida pela porta do estúdio em direção
a noite, permite ao pensamento vagar. E pensa em curvas sinuosas, em limites
intransponíveis, em bruscas mudanças de rumo, em acordos
tácitos implícitos, nas belas ideologias de seu tempo e
em tudo que lhes escapa à moldura.
"Os elementos feminino e masculino, natureza e espírito, encontram
então sua pura expressão, verdadeira unidade, apenas no
abstrato". Escreverá Mondrian um dia.
Esquenoclepia compulsiva
Era um pintor de vida amarga.
No trem roubava o rancor dos olhos da menina amarela de olheiras cuja
manhã havia sido conspurcada por imprevisto telefonema. Roubava
o crispar da boca da senhora magra, sentada num canto com a sacola no
colo. As mãos trêmulas de noite bêbada do senhor idoso
sentado no chão.
Com gestos rápidos, sorrateiros, o lápis vincava a folha
apossando-se da expressão alheia, da rotina que não lhe
pertencia, da dor que não era sua. Ele afoitamente as transpunha
todas, apressadamente, para o papel. Riscos de grafite. Riscos de caneta.
Grafismos de feições incompletas cobrindo capas de caderno,
envelopes usados e versos de documentos. Usava cada folha que fosse lisa
ou impessoalmente banal. Olhava de relance e trabalhava aflito, furtivo,
como que culpado pelo crime que cometia.
Tão pouco tempo para os tomar os rascunhos! Acordava cedo e pegava
o trem. Escorado a um canto do vagão começava o saque. Espreitava
gente indiferente, encontrava alguma gente hostil, muito pouca gente curiosa.
O papel se enchia de dor, de desagravo, de complacência, de lassidão.
Sentimentos que não lhe pertenciam, derivados complexos de outras
vidas.
E a noite, recolhia-se ao seu pequeno quarto de subúrbio. Lá
cercado de seu butim, se esmerava a construir simulacros. Imortalizava
construções em óleo e tela. Montando com as expressões
roubadas as representações espelhadas das angústias
ilusórias pelas quais sua vida, tão desprovida de reviravoltas,
tanto ansiava.
Natureza morta
Raquel coloca no quadro a lógica absoluta para a desinteressada
audiência.
Os cabelos ruivos cortados bem curtos acima dos ombros brancos não
os tocam, nem os roçam. Mundos separados, categorias disjuntas.
Um batom cor de nada apaga os lábios que teimam em predominar no
semblante oval. Os olhos verdes e amplos se escondem por trás de
óculos sem aro, arrimados de forma precária na ponta do
minúsculo nariz. Melhor não tivesse nariz, melhor não
respirar. Melhor se conter do que ser contida, argumenta para si mesma.
Raquel formaliza os procedimentos, pois assim tem de ser. Assim é
melhor. Somente assim algo é verdadeiro. Uma vez expresso de forma
inambígua, semanticamente correto, livre de toda e qualquer possibilidade
de mal-entendido. O mal-entendido é pai da intriga, irmão
da fofoca e muito amigo da Marcinha, aquela víbora que era sua
prima.
Uma verdadeira víbora! Pensa. Para toda situação
pertencente às reais. Não existia solução.
Com movimentos da mão inscreve símbolos na pedra, fatiando
e retalhando, com severa indiferença. O mundo feito em regras de
pertinência. Há tudo que pertencer a seu devido lugar! Como
ela pertence aqui, em frente ao quadro a desfiar os meandros da lógica,
dos mil nomes da classificação das coisas e de seus mapeamentos.
Não pertencia a sua cidade natal interiorana. À seu ex-noivo
caipira. Às pretensões de casamento e filhos de sua família.
Existia uma e somente uma saída, que ela adotou. Sem remorsos:
máquina de alavancas.
Os alunos sonolentos semicerram olhos em caras escoradas nas classes.
Na sala, fortemente iluminada pelo sol de janeiro, quase não se
ouve som algum. O giz, indiferente ao calor, risca o quadro. A chegada
dos policiais irá surpreender aos estudantes, mas não a
Raquel, que já a havia inferido.
***
Opa
Fake 28
Milhões de desculpas por
não ter escrito nada na semana passada, mas infelizmente eu estava
voltando para a cidade aonde trabalho em virtude do término de
minhas férias. Por este motivo não consegui enviar a tempo
a matéria para sair no "mulatas" da semana passada. Mas
estou aqui. Escutando Paul McCartney sem a menor idéia do que escrever
para vocês. Aproveitando a deixa, eu comprei semana passada o novo
cd do Paul McCartney e aconselho a aquisição. Para quem
gosta de rock é um belo presente aos ouvidos. " Driving Rain"
é um disco displicente gravado em sua maioria em 16 canais analógicos
o dá um timbre todo especial a guitarra. Bem, as guitarras utilizadas
no cd são em sua maioria Gibson Les Paul e SG, Epiphone e Danelectro,
ou seja, guitarras para se fazer rock'n'roll. É uma prova de que
não é preciso toda a parafernália oferecida pelos
estúdios de hoje para se fazer um disco bom. A música tem
que superar a tecnologia.
Tenho uma opinião definida sobre o que é música.
Acho que muito além de ser um estado de espírito, música
é e sempre será uma manifestação de um sentimento
momentâneo registrado em sons. O que não deixa de ser uma
forma de expressarmos os nossos sentimentos através de sons. Digo
isso por acho muito fácil hoje com a tecnologia existente se fazer
música, porém se você ir desligando aparelho por aparelho
no final não encontrará nada. Acho que uma canção
para se sustentar por si mesma tem que conseguir executa-la utilizando-se
apenas de um violão. Se você não for capaz de fazer
isso ela não será uma canção. Caso contrário
é apenas um montão de equipamento batendo dentro de um tempo
determinado. Daí você pode me perguntar: Mas o que eu tenho
a haver com isso ? Respondo: É apenas a minha opinião. Eu
também curto música eletrônica, mas apenas como curtição
e somente isso. Curto um som pesado também. Mas música é
muito mais que isso. E agora depois de toda essa embromação
eu chego aonde eu queria chegar: PAUL MCCARTNEY É MÚSICA
PURA. Não existiu, não existe e acredito ser muito difícil
de existir alguém na face da terra com maior capacidade de compor
melodias tão macias, tão aveludadas como ele. Ninguém
teve uma carreira tão bem sucedida quanto à dele. E a cada
trabalho novo ele nos prova que ainda tem vigor para presentear nossos
ouvidos com belas canções como se elas estivessem ali, porém
não nos dávamos conta de sua existência até
o momento de ouvi-las pela primeira vez. Pronto! Já farão
parte de nossas vidas para sempre.
Não acredito que "Driving Rain" será um grande
campeão de vendas. Hoje em dia música não faz parte
do que as gravadoras estão interessadas em produzir. Mas para quem
tem interesse em adquirir com uns R$ 27.00 um cd que preste e não
que possua apenas uma música boa e o resto de se jogar fora "Driving
Rain" é uma boa pedida. Tem "Freedom" canção
feita em decorrência do atentado em Nova York e muitas outras canções
onde posso destacar "Heather", "Driving Rain" e "
From a Lover To A Friend". Se você tem em torno de 30 anos
chame seus pais e faça uma audição conjunta. Este
disco é como um dia de folga aos nossos ouvidos tão saturados
de coisas ruins que somos forçados a ouvir durante os dias de hoje.
Para quem não tinha nada para escrever acho que até já
escrevi demais!
Até a próxima semana.
***
-Colaboradores dessa edição:
-Vini Bibonis
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