AS MULATAS DE JESUS CRISTO - 12
 AS MULATAS DE JESUS CRISTO
 Publicação via e-mail semanal

 

As Mulatas de Jesus Cristo - 12 - Canoas 10/08/2001


***Sumário***

EDITORIAL - Fábio Luis Emerim
O CLUBE DA EMOÇÃO FAZENDA - Divulgação
CASULO 14 - O PORTAL DAS AVERIGUAÇÕES NOTURNAS - Fábio Luis Emerim
DE SUPETÃO - Roberto Moschen Yellow Jr
COLUNA DO BORVAZ SARSA - Borvaz Sarsa
VERSOS SOLTOS - Fábio e seus alter egos
A RESPOSTA - hehehehehe
EPÍLOGO


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Caçando Corujas, Pigmeus e outras Lendas

*NEWS NEWS NEWS*

Mulatas no IRC!!!!!!!!!

Estamos agora com um canal de chat no mirc! No BRASIRC procure o canal #Mulatas_de_Jesus_Cristo.

FA-LOW!!!!!!!!!

Parabéns a MTV pela coragem ao driblar toda e qualquer forma de preconceito e discriminação e colocar no ar o programa “Fica Comigo” com gay!

Tava um sarro e o cara no final tascou um beijo na boca do escolhido que chegou a embaçar a televisão!

Antes do programa teve um debate no “MTV Erótica” com publicitários, músicos e políticos. Tinha uma vereadora de São Paulo pelo PRONA (partido do fascista Enéas) que só falou merda! A começar por ter dito não ter nada contra os homossexuais mas dar graças a deus pelos filhos dela não serem! Hehehe, é foda...

Mas, besteiras à parte, as coisas têm que evoluir, e o preconceito e a discriminação são sintomas de uma sociedade pobre e burra.

Eita! O Mulatas tá ficando cada vez maior! Meu mail list dos assinantes já tive que dividir! Será que o sucesso está batendo em minha porta? Será que não vou mais conseguir ir à padaria sem dar um autógrafo? Que café bom!

Fábio L. Emerim

Colaborações literárias? Mande a sua para mulatas@terra.com.br

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EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA... EXTRA...

Apresentamos hoje:

O CLUBE DA EMOÇÃO FAZENDA

Do que se trata?

O Clube da Emoção Fazenda é uma entidade sem fins lucrativos que promove encontros entre pessoas que não falam coisa com coisa, ou seja, aqueles indivíduos que sofrem distúrbios disléxicos que impossibilitam que uma conversa flua com um mínimo de coerência.

Claro que também estão inclusos nessa irmandade pessoas que falam sem o mínimo de coerência propositalmente, o que dá um certo, digamos, “tempero” em nosso clube, uma vez que a idéia é realmente confundir as demais pessoas.

Abaixo segue um exemplo de um bate-papo no mirc , na sala do Mulatas entre o dois participantes do Clube da Emoção Fazenda, espero que vocês gostem ou virem doce de côco, Annete:

<Eric_Idle> Meio lenta a viagem de ida a Macieó que, é verdade ou vieste aqui só pra fazer dinheiro, seu idiota!

<Eric_Idle> Tava olhando na TV a esquerda russa enfeitiçada por viaduto da Borges com a Plínio pegou fogo???

<Yellowrs> Quase perdi as contas sem fim do Juliano acabaram por fazer sem café mesmo.

<Eric_Idle> Moscas sobrevoaram a mão da coisa mais estranha do neném dela, visse?

<Eric_Idle> Me virou uma pá na cabeça agora lá em cima do agonia de Elvis Presley?

<Eric_Idle> Caaaara, tu nem sabe! Hoje foi aniversário mesma coisa em botas de couro!

<Yellowrs> Foi para ver quase enfiou a mão na cara do sargento que parafuso imbecil!

<Eric_Idle> Agora falando sério! O pai perguntou sobre efeitos colaterais da esfinge mulher conta de cabeça?

<Yellowrs> Putz, o pior é que tu lê tentando muitas vezes até que o armazém fechou e ninguém tinha o mouse.

<Eric_Idle> Me lembro de quando o cara era guri de fralda de capitão aos mares emboaba civil e feita de chiclé de porta!

<Eric_Idle> ESSA DO CHICLÉ FOI FODA PORQUE QUERO MELHORAR A FOSSA ESPIROU O PRAZO DE MORADIA DA LUVA DE IRENE?

<Eric_Idle> Eu sou tri rápido pra falar a mesa, cozinha, café de plástico-bolha da Hebe com o sal de ândreos!

<John_Cleese> Antes o Filipe tinha me perguntado se a tua coluna imprimia êxito em todos os mistérios múmia!

<fauno_com_vertigens_no_asfalto> Tinha que fazer o André vender o apê sem casca nenhuma, nenhuma.

<John_Cleese> Tb acho! Mas o André tem o agravante de ser, estar, ficar, parecer, permanecer, continuar, andar e virar.

<fauno_com_vertigens_no_asfalto> aí a gente podia comprar um dois três quatro e no quinto ficaram enjoados e cresceram.

(Nota do editor: o nosso setor de saúde resolveu impedir que eu continuasse a editar a conversa, pois perceberam que cresce uma megalópole sem-vergonha da filha da puta?)

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Casulo 14 - O Portal das Averiguações Noturnas

Fábio Luis Emerim

Eu morro e não vejo tudo. Aliás, a gente nunca vê tudo! Ontem eu estava com a Marlise num parque aqui na cidade. Cheio de gente, mas não muito lotado. Um lugar legal, com lago e patos. Há poucos metros da gente tinha uma família sentada numa rodinha de chimarrão. Percebi (eu estava um pouco alterado, mas percebi) que tinha um cachorrinho poodle branco que corria por tudo com umas crianças. Em um dado momento, apareceu um perfeito clone desse cachorrinho. Olharam-se, estranhamente, mas o clone continuou seu caminho. Pensei: “será que o dono saberia distingüir qual seria o seu cachorro, sendo os dois simplesmente IDÊNTICOS?” Qual não foi a minha surpresa, quando cinco segundos após essa minha reflexão química, aparece uma mulher desesperada atrás do “clone”. Ao ver o cachorro, que não era o dela, imediatamente aproximou-se dele e, com o dedo em riste, passou a dar um sermão do tipo: “O que tu tá fazendo aqui???” (eu alí desesperando em uma agonia secreta e solitária diante de tal cena, talvez o único que tivera entendido o que estava acontecendo), a mulher, imediatamente após o sermão ao falso cachorro, percebeu que não era o seu e enrubreceu imediatamente. As crianças alí perto ficaram olhando com cara de medo, o cachorro fitava a mulher de uma maneira que merecia ser emoldurada. A mulher olhou pros lados pra ver e mais alguém tinha visto a maravilhosa gafe. Quando virou pra onde eu estava, viu que eu a olhava com uma cara que só eu consigo fazer diante do que aconteceu. Ela resmungou algo olhando pros lados, atravessou a rua e acho que deve estar caminhando sem rumo até agora...

É a vida...

A propósito desse lago que tem patos, foi alí que combinamos com o Telmo, nosso amigo e que também é colaborador do Mulatas, de nos encontrarmos. O lance é que perto do lugar tem um parque que também tem lago e patos. Resultado, nós ficamos uma hora em meia esperando o cara que, por sua vez, esperava a gente no parque, há uma quadra dali!

Puta que pariu!

Também ontem deixei que me levassem a um restaurante árabe. Primeiro porque nunca tinha ido e acho que a gente tem que experimentar as “côisa”. Ai, se arrependimento matasse! O garçon começou a servir a mesa e nada, dá pra sacar? N A D A me enchia os olhos ou abria o apetite. Porque comida tem que ser bonita também, e a impressão ali é que a gente estava em um acampamento de refugiados afegães no Paquistão! Basta dizer que hoje de manhã eu acordei e fui direto pro banheiro. Poupar-lhes-ei de detalhes escabrosos...A noite começou traumática porque eu dei uma abocanhada feroz em uma mini-beringela recheada, que o Telmo me disse ser muito boa. Descobri que o recheio era alho puro quando era tarde demais: ou a gente engole, ou cospe. Fui cospir, pois O D E I O alho!

Outra coisa, quibe é tão ruim que tem até formato de cocô, isso ninguém me tira da cabeça! E a sobremesa? To até agora com o gosto do alho na boca, que é um tipo de tempero que insiste em ficar na boca, não importando quantas escovadas a gente dê! Putz, e aquela coalhada? Acho que vou no banheiro de novo!

É a vida...

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DE SUPETÃO - por Roberto Moschen Yellow Jr

AS PESSOAS ESTÃO FICANDO RETARDADAS!!!

(um adendo à edição dedicada à burrice)

Não é possível que isso esteja acontecendo. Esses dias a minha tv estava ligada naquele programa, O Melhor da Tarde, na Band. Tem 3 apresentadores, a Astrid (triste fim), o Leão Lobo e uma louca. A louca ficou vários minutos falando em tom de utilidade-pública-urgente sobre a necessidade que existia de se colocar uma letra ao lado do número da casa para equilibrar o sentido numerológico negativo que ele poderia ter!

ARGH

Um tempão ela ficou nisso. No outro dia, claro, metade das casas da minha rua tinha uma letra pintada ao lado dos seus números.

Hoje estava eu olhando o caderno de empregos da Zero Hora (se alguém souber de um, me avise, pelamordedeus) quando me deparei com uma reportagem de meia página com o título A inspiração empresarial que veio do Oriente. Um empresário que gostava de física resolveu unir isso ao Feng Shui (aquela porra de harmonização oriental de ambientes que fala de energias que não tem mais nada o que fazer e que ficam te azucrinando pela casa) e abriu uma empresa de consultoria do tema. O que ele fez? Mistura conceitos de física, completamente descontextualizados da sua aplicação, aos do feng shui. Papinho pseudo-científico. Enrolação da braba. Insanidade. E, ao lado da reportagem, um quadro de avisos em destaque avisando sobre os perigos de se ficar entre duas portas ou duas janelas (causa dores nas costas e perda de dinheiro) e a sensação de insegurança que dá trabalhar de costas para uma porta (filosofia do velho oeste estadunidense, se não me falha a memória).

Por que as pessoas tem necessidade de inventar coisas com o que se preocupar?

Por que uma coisa que não tem o menor cabimento, baseada na existência de "energias" que ninguém sabe daonde que vieram e "eletromagnetismos poderosíssimos" (às vezes acho que estou cercado por grandes ímãs, daqueles de desenho animado, que puxam até tanque) que afetam tua vida tanto que chegam a te fazer perder dinheiro, começa a ter uma relevância tão concreta na vida de alguém?

É falta de ter com que se preocupar? É falta do que fazer? É necessidade natural do Homem ter superstições?

Engraçado que antes se falava tão mal das superstições, e de uma hora para outra viraram meio de vida! Voltamos à era dos pajés, dos curandeiros, dos xamãs, das bruxas que atendiam em cavernas escondidas (isso exisitiu?). E recebemos até nota fiscal pela consulta! Tudo, absolutamente TUDO que cai nos ouvidos das pessoas agora (de qualquer camada social) vira verdade instantaneamente. Se amanhã eu chegar no programa da Márcia na Band e disser que banho de sopa de sapo afasta os eletromagnetismos negativos pirofosfóricos que se acumulam nos capachos das casas, o sapo vira animal em extinção e passa a valer R$ 150,00 o quilo nessas botiques de bruxaria. Não tenho a menor dúvida! E se eu escrever um livro sobre isso é capaz de dar até projeto de lei obrigando as instituições públicas a fornecerem banho de sopa de sapo.

Estou muito preocupado, com olheiras e coceira no couro cabeludo. Se isso não é mau-olhado, quebranto ou minha cama está virada para o lado errado causando uma má recepção das energias eletromagnéticas da Terra nos meus Chacras, então deve ser preocupação mesmo.

Não sei, tá tudo errado. E inventaram tanta regrinha absurda... é como uma colcha de retalhos de diversas filosofias obscuras. Tem tanta que até tem consultor já! Não me sinto bem, talvez eu me renda e resolva aderir. Vou mudar o lado da cama (acho que é virada pro norte o certo), tirar do lado da janela (energias negativas, e ainda está entre a janela e a cama! meudeus!), tenho que entupir minha casa de cristais (quais? quais?!?!?) colocar um chafariz com flamingos na sala, não sei se a coruja fica ou vai, lembro de ter visto algo sobre corujas, mas não lembro se são do bem ou do mal, acender uns incensos todo dia (tem um cheiro pra cada coisa), botar fora minhas conchinhas (dizem que fora de seu habitat acumulam 'energias negativas'), rearranjar o móveis (?), fazer o tal altarzinho, pintar a letra no número da casa (bah! esse não dá para esquecer, a louca foi tri enfática nisso), comprar uns livros do Paulo Coelho e forrar minhas paredes com eles, dizem que atraem bons demônios (desisti de entender isso), trocar minhas facas todas pelas com cabo de marfim (plástico pega micróbios e eletromagnetismos maus), tanta coisa a fazer... a gente acaba realmente se preocupando tanto que não sobra tempo para perceber a estupidez do processo.

Vou lá. Acho que acabo de ver um duende na minha caneleira. Cadê meu facão?

Fim: ainda estou com vontade de fumar.


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Coluna do Borvaz Sarsa


Resenha Renhida
Resenhar é perda de tempo. O que se deve determinar mesmo é quem é melhor. Nesse espírito e buscando uma análise parcial e definitiva dos valores subjacentes ao lixo, consumido diuturnamente por todos nós, resolvi que minha resenha será sempre de algo contra algo. Assim sendo:

Autopoiese e Cognição de Maturada & Varella

´

A Bíblia Pokemón, de vários pokemons anônimos.

Ia escrever e deu preguiça...vou sintetizar, Maturana e Varella = Filosofia orientada a objeto. Biblia Pokenom, fantasia orientada a objetivos... Meio claro o vencedor....

...melhor ainda vêm em várias cores.

Sensei ni Homeraretta
Odeio esse troço de metalinguagem! Sei que essa droga de página não vai se encher sozinha e que nem vou poder ficar resmungando a respeito porque a coluna do Yellow vai ser exatamente sobre isso. Se não for sobre a caneta Bic da Turma da Mônica que ele ganhou da mamãe.

Enfim...

Shanon, Shazam, Shalom.

Suavam-me as palmas, suavam-me os pés, suava enfim nauseabundamente em bicas. Engolia o ar em amplas golfadas depois de uma corrida de três quadras até o salão da reitoria. No anfiteatro lotado cheirava-se pó-de-carpete, naftalina, fluído de AC mal-regulado e algo que deveria ser como o oxigênio ficava depois de passar por meia dúzia de pulmões. Na tribuna/palco a banca dava inicio aos trabalhos, um cartaz amarelamente iluminado informava do que se tratava tudo aquilo: do futuro da ciência.

Piruetando pra trás numa daquelas retrospectivas didáticas: sessenta anos atrás, mais ou menos na época em que Billy Batson começava sua epopéia como Capitão Marvel, o mundo inteiro estava a ir para os quintos dos infernos. De repente, devido à guerra, tinha se tornado da mais alta importância olhar para as miríades de sinais embaralhados da comunicação inimiga e extrair dali algum sentido. CDFs foram convocados e reunidos para trabalhar no problema. Claude Shanon aprendeu que algumas propriedades de um sinal são as mesmas seja este químico, elétrico ou literário. Alan Turing descobriu que podia definir uma máquina que era capaz de implementar qualquer (ou quase qualquer) função matemática e Von Neumann, deu o maior apoio, além de criar o principal modelo de computação distribuída. Todo mundo voltou pra casa mais sabido.

Um carrinho de pessoas importantes e centenas de nomes diferentes depois da teoria da informação ter modificado a cara da física, da química, das engenharias e de um mundão de outras ciências ela vem bater a nossa porta. As humanas made-in-Brazil (pero filhas bastardas de France) vão atender. Eu corro para presenciar o evento.

No palco quatro convidados. Sou péssimo com nomes então, vou apelida-los:

O Autopoiéta: Um professor muito garboso da Univeridade de Chile, seguidor de Maturana e Varela (Não era um deles? Não me lembro), vasta cabeleira e barba. Gentos teatrais e roupas idem.

Sr. Gaia: Um defensor da hipótese da terra viva. Provavelmente se roia de inveja do chileno, que roubava todas as cenas.

O Furão: Cientista brasileiro. Imunologista que não pesquisa mais. Não sabe bem porque foi convidado. Simpático como um velhinho que joga dominós.

O Cientista: Alemão. Trabalhou com Kauffmann. Escreveu o livro síntese das linhas de pesquisa mais atuais em complexidade na biologia. Passou maior parte do tempo perplexo. Maldita memória... o livro desse eu li.

O alemão tinha um inglês excelente, o chileno um portunhol clariíssimo, o brasileiro se divertia as pampas e o Sr. Gaia prestava uma atenção. Palestras, perguntas bobas, gente que não entendeu, mais perguntas bobas de origem mais constrangedora. Uma eminente senhora filosofa demonstra não entender nada de física quando num ato falho desguarnece-se de sua linguagem hermética ao nos iluminar com sua visão de Aristoteles. O Cientista parece cansado, como um homem a quem fosse delegado construir o Empire State sozinho. Varios biologos fazem perguntas pertinentes, com genoma e tal era de imaginar, o tradutor não cansa de traduzir Shannon como “...não devemos”. Curioso.

Intervalo, todos comem. Resolvo interrogar o ilustre Autopoieta. Com gestos amplos, completamente cercado de estudantes embevecidos, este discursa. “A vida, diz, é um processo que se caracteriza por reproduzir a sim mesmo, mantendo-se no tempo...” Alguém interpõe perguntando se a característica da vida não é a reprodução... ele coloca: “Mas você não está a se reproduzir neste momento, não obstante está vivo!” Risos. Fantastica figura, tem senso de cena. É facil objetar a esta colocação mas ninguém o faz. Estratégia de guerrilha... chega a me dar nauseas. A Coca-cola está morna.

Faço a bobagem de comentar que a definição que ele dá a vida qualifica uma vasta categoria de fenômenos, incluindo tempestades e cotações de bolsa. Que em absoluto estão vivos. Ele repete o argumento e cita algo. Ninja some na fumaça. Noto um par de olhos fixo em mim, entretanto: uma menina gordinha que lembra Jeanenne Garofalo. faz psicologia. Logo o colega chato cabeludo aparece com uma versão recém descoberto de subjetivismo sensista. Os trabalhos recomeçam.

Sr. Gaia e O Cientista se põem a debater sobre a rastreabilidade da origme da vida. O Autopoieta faz uma intervenção a título de pergunta e basicamete repete sua apresentação. Mais meia hora. Platéia feliz com as piadas. Finalmente, as perguntas dos professores vêm. Estão a contestar a realidade objetiva e o método científico. Interessante sem dúvida, mas é como discuitir os direitos trabalhistas dos chineses do modelo teórico de Searle para contestar a Strong AI*. Desanimo. Não existe referencial comum. Alguém pergunta se os robôs um dia serão inteligentes. Levanto e vou embora....

Acorreu-me que a Garofalo podia ser judia.

Cantiléver

Esse texto ficou grande. Não sei o que vou fazer com ele.

Talvez eu o corte a cada três palavras... ou retire as conjunções. Ainda tenho que ver. Talvez eu o compacte por similarida de palavras, ou use um critério fonético.

A Caixa Chinesa de Searle

Meu amigo Yellow falou, escreve, vai escreve. Não importa muito se te entendem. Amigo interessante o Yellow, quase não o vejo mais. Os e-mails, no entanto estão sempre lá, dando seu testemunho de sua continuidade nessa existência. Na rede, é claro, pode não ser o Yellow. Pode ser uma máquina. Essa é a questão que ocupa o teste de Turing. Turing propôs que se não pudermos diferenciar uma máquina de uma pessoa consciente, para todos os efeitos deve-se considerar a maquina consciente.

Tem uma pegadinha ai, entretanto.

Searle propos uma caixa, dentro da qual está um indivíduo que não sabe chinês. De vês em quando alguem passa para ele um papel cheio de simbolos (ele não sabe, mas é Chines) Ele entao abr um enorme manual e segue as instruçoes que ensinam ele a traduzir aquele conjunto de simbolos em outro. O manual e cheio de auto-referencias e saltos de paginas. O processo, portanto e lento, mas afinal sai uma resposta. Ele escreve e passa para fora.

O individuo fora da caixa recebe e interpreta como uma resposatde alguem que sabe Chines. Na verdade ele pode estar a conversar com essa pessoa animadamente. Fazendo inclusive planos para o futuro. Essa pessoa entretanto nada mais é que um programa, que ao inves de implementado em um computador foi implementado em um livro com autoreferencias. Ela e consciente?

Esse é o problema, já que se sabe que um computador é uma entidade matematica que pode fazer muitas coisas e que nao precisa em absoluto ser eletronico. Pode ser um carinha usando um manual com autoreferencias. Ok. Mas isso e lento... Sem problema: Pode ser um monte de chineses (tem muitos deles nao tem) cada um seguindo cegamente um conjunto de instruções e repassando resultados. Voce nao ve isso: tudo o

que voce sabe é que tem alguem dentro da caixa.

Filosofias... O que acontece se os chineses se revoltam e queimam todos os registros que implementavam meu amigo?? Tera isso sido assassinato?

Dos anjos...

Augusto dos Anjos é legal. Um cara que lucidamente percebe que não tem como acreditar de maneira razoavel em Deus. E se desespera. Alguem que se deu conta que quantitativamente a humanidade é de longe a menor parte da massa viva. A excessão. E a regra? São os vermes, e as bactérias, suas amigas.

Só não pode se livrar do antropocentrismo, do desespero e da amargura de ser coadjuvante. Da incapacidade de negar as tragédias codidianas. Bem, ainda assim muito tri.

Vaucansson

Se reuniu esse fim de semana o capítulo Porto Alegrense da seção para a Meridamérica Atlantico-Ocidental da Sociedade Le Fils du Vaucansson. Foram revistas as métas estabelecidas pelo deão para o fim deste milênio. Ultimas versões de simulacros animáticos foram apresentados. O quarto dos selos foi aberto. Houve júbilo e cronosincrasia. O representante de Tlön extremou-se na bebida e foi devidamente rebobinado. O próximo evento será em H.U.X. comforme estabelecido. N.Z.

Contingência

Não há história. Tudo é contingência.

Somos criticamente auto-organizados. No limite onde toda previsão é fútil e ao mesmo tempo tudo é incrivelmente óbvio uma vez tenha ocorrido. O modelo é como a pilha de areia. O que certamente traz um novo nível às metáforas com ampulhetas...

Não obstante, não há nada de novo sob o sol. A analise probabilística é como a Esfinge, e o relativismo é vazio como uma prostituta.

Borvaz se entedia com facilidade...

Multiplicação, a natureza última e os olhos de Carla Cassia

Multiplicar para mim era um esforço impar, só recompensado pelas idas ao ap de Carla Cassia quando pequeno. Lembro-me das tabuadas e que depois do seis tudo ficava confuso. Também lembro dos olhos redondos, que me incentivavam e ao mesmo tempo nublavam tudo. Bons tempos. Tudo parecia uma questão de ler os sinais certos e colocar na ordem correta.

Hoje a multiplicação é para mim uma mágica. Uma teia que se extende em inumeros dominios. Prima-irma de toda probabilidade. Amarrando tempo e espaço de forma inequívoca. Multiplicação, ao contrario da prima pobre, a soma, é uma busca binaria. Uma forma de ordenação do espaço no tempo com demandas crescentes.

Ë tão subjetiva a individualidade do feômeno quanto é individula o sujeito da apreciação dos olhos de Carla. Memórias dançam felizes alternando sençasões metonímicas.

Tudo o que é probabilidade e é quanta e é nublado e simultâneo. Fenômenos probabilisticos ou são quanticos ou uma consequancia da classificação do mundo por um sistema consciente: nós. Como dizia a anedota:

“O que é um?”

“O contrario do nada.”

“E o que são dois?”

“A negação do todo...”

O infinito na folha de papel. Na ponta da caneta, no caderno do infante. O infinito na luz da TV que janela o ap de concreto na esquina da Sertório com a Farrapos onde não se pode patinar no corredor. Também lá há morcegos.

Borvaz se contorce de rir.

Porquê Zenão morreu de fome

Porque de sua casa a padaria iam muitos metros, e este parou no meio do caminho para descansar. E para descansar parou de novo quando a metade do que faltava havia percorrido. Sucedendo desta forma para cada trecho restante, ficou lá, infinitamente próximo e infinitamente faminto. Tangencialmente aproximando-se a incrementos cada vez menores porém obstinado demais para relevar a excessão.

Borvaz é um sátrapa alfarrabico que calça 44....


(Nota do editor: o pior é que eu pensava que só eu tinha percebido a existência da Jeanenne Garofalo)

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Versos Soltos...(versão resumida)

Fúria...

...olhos que me vêem / que me ouvem / que piscam / que avisam que há algo errado / que há algo por entre os livros / que há algo podre...

Fox...

... molhei a moeda que me deste / molhei a moeda que me deste / molhei a moeda que me deste / molhei...

Barato que Custa mais barato Ainda...

...minha mãe e meu pai / casados / meu cachorro e meu passarinho / domesticados / minha unha e meu dedão / tapados / meu médico de guri / revoltado

Genicologista de Guria...

...na ponta dos dedos / que vão até o nariz / secreto desejo / por detrás da cortina / 4 paredes / examina o segredo / molha os dedos / falsa seriedade / trabalho e força de vontade...

)()()()()()()()()()()()()()()()()()()()((*&*&*&*&*&&*¨&%¨¨$%#$@$$#¨&¨*()(__()()()(%&%¨$%$#%


INTROMISSÃO DE CUNHO JORNALÍSTICO PELO CLUBE DA EMOÇÃO FAZENDA

Aconteceu ontem um periquito grande entre, madame. Assovios sobem às alturas que me enforca dimensionalmente as focas gordas. Menos a vertente da engenharia?

Maisena, maionese. Alvéolos de ontem aconteceram evidentemente.

Claro que, ao invés de demorar mais o que devia ser meu amigo ontem? Os doentes renais propuseram a massa de Alcântara i Azevedo outrora infeliz guria! Promenores, e, ao pressuposto do que é evidente, é correto, mais um dia de buscas foram tomando conta da região sacrogeana de folículos nasais espiralados entredentes.

Nova Iorque –

Dois pastores penstecostais com sal empoeirava as sacolas de compra aviação bonita. Que sufoco, hein Nunes?

FINAL DA INTROMISSÃO DE CUNHO JORNALÍSTICO PELO CLUBE DA EMOÇÃO FAZENDA

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Para aqueles que estavam perguntando, aí está a resposta que o Políbio Braga deu pro Yellow:

"Não me chateia, Roberto ! E não fica me ameaçando com a divulgação do que
escrevo ! Era só o que me faltava ! O que escrevo é para tornar público !
Vê se continua essa tua vidinha indigente de leitor de cartilhas de
decorebas da petezada: um pouco de fanatismo guasca sempre faz bem para os
marxistas que se assumem e para os inocentes úteis que não entendem nada do
que se passa !

Gostou ? Podes até não acreditar, mas respondo tudo e gosto de bate-boca.

Que o Supremo Arquiteto do Universe ilumine o teu triângulo pentecostal !"

(nota do Editor: O Yellow conseguiu que o Políbio terminasse o texto dele com uma frase completamente absurda. Será que ele é do Clube da Emoção Fazenda? - risos histéricos )

E chega de holofote pra esse chato!

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EPÍLOGO – PELAS MÃOS DO CLUBE DA EMOÇÃO FAZENDA

Bem, embora todos falsificam gânglios, me meti no meio, fim e the end! Pois a mulher pede para ser corna, ao invés de vozes à noite de cama lavada de esterco, né?

De nada

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"Acho que o violão coube na cabeça do prego"


*****As Mulatas de Jesus Cristo - número 12 - 10/08/01 *****

-Staff:

-Fábio Luis Emerim
-Roberto Yellow Moschen Jr.

Colaboradores dessa edição:

- Borvaz Sarsa


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